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As grandes formações florestais

por Júlio César Winkler

A ONU (Organização das Nações Unidas) tomou importante decisão ao definir 2011 como o Ano Internacional das Florestas. Essa é uma das funções de uma instituição supranacional, que pretende defender os direitos de todos os povos existentes e que ainda virão a existir. Afinal, os interesses econômicos de nações ou de corporações empresariais devem ser deixados de lado quando se põe em xeque o futuro da humanidade, uma vez que as grandes formações florestais têm o importante papel de manter o ambiente global equilibrado e garantir a existência da espécie humana.

Crédito: Divulgação
A marca criada para o Ano Internacional das Florestas

Nesse sentido, a ONU pretende incentivar a conservação das florestas e até mesmo promover o seu desenvolvimento por meio do manejo sustentável, cujo objetivo é integrar as comunidades que residem em áreas florestais com o seu entorno, mediante projetos que visem dar-lhes condições de vida digna sem que devastem o ambiente que habitam, explorando os seus recursos de forma controlada e possibilitando à floresta autorregeneração. Se a preocupação atual é manter os cerca de 4 bilhões de hectares da área florestal que resta no Planeta, devemos pensar que as florestas são resultados de um processo evolutivo que vem ocorrendo há 4,6 bilhões de anos, desde quando a Terra se formou – a partir da junção de material disperso pelo espaço que orbitava o Sol, que, à época, era uma estrela em formação. De lá para cá, muitas transformações ocorreram, a forma e a distribuição das terras emersas mudaram de tamanho e posição várias vezes), a atmosfera teve a sua composição e a sua temperatura alteradas de modo bastante radical, e diferentes tipos de minerais formaram-se ao longo do tempo em processos físicos e químicos que deram origem a diversos tipos de solo. Essas lentas mudanças é que possibilitaram a formação das grandes florestas.