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Floresta Amazônica

em amarelo a área ocupada pela floresta amazônica: 5,5 milhões de quilômetros quadrados em nove países

Localização – sua extensão total é de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, ocupando a área drenada pelo Rio Amazonas, na porção equatorial da América do Sul, com cerca de 60% de sua superfície situada em território brasileiro e outros 40% distribuídos entre Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.
Crédito: © iStockphoto/g01xm
Geografia amazônica

Clima – predomina o equatorial úmido, com temperaturas médias anuais na casa dos 24ºC e precipitação em torno de 2.500mm ao ano (considerada alta, quando comparada à de outras regiões do globo), o que favorece o desenvolvimento de uma rica e diversificada vegetação. A hidrografia local, com rios de grande porte, como o Amazonas, também é importante no fornecimento de umidade para as terras mais baixas, onde está localizada a porção alagadiça da floresta.
Características – existe forte relação entre elementos naturais formadores da floresta, como o clima, o solo, a fauna e a flora, sendo que nenhum deles pode ser considerado de maior relevância para a sua formação. A Floresta Amazônica é dividida em faixas, de acordo com suas características de presença de umidade. As regiões de maior altitude são conhecidas como florestas de terra firme, que apresentam as árvores de maior porte. Igapó é o nome dado ao trecho inundado da floresta, nas porções de menor altitude, bem próximas à margem dos grandes rios que compõem a região. As árvores dessas porções são capazes de ficar por um longo período com grande parte de seus troncos submersos e mostram adaptações muito interessantes, como sementes capazes de flutuar, o que facilita a disseminação de suas espécies. As matas de várzea estão sujeitas a inundações periódicas.
Outra importante característica dessa formação florestal é a grande variedade cultural de povos vivendo da sua exploração. Até mesmo indígenas relativamente isolados ainda são encontrados na floresta.
Fauna – ainda muito deve ser estudado do ecossistema amazônico para se conhecer em detalhes a riqueza de sua fauna. Para se ter uma ideia, calcula-se que em torno de 70% das espécies de artrópodos da região não possui sequer um nome. Com relação à fauna aquática, a Floresta Amazônica contém a maior diversidade de peixes das bacias hidrográficas do mundo, estimando-se um número de 1.300 espécies habitando toda a bacia do Rio Amazonas.
Crédito: © iStockphoto/Anyka
Floresta Amazônica: fauna diversificada

Com relação a anfíbios, apenas na Amazônia brasileira, a despeito dos poucos recursos investidos em pesquisas, já existem 163 registros de espécies diferentes, o que corresponde a quase 4% do total das 4 mil que se acredita existirem em âmbito global.
As aves representam o grupo mais bem estudado da Amazônia e totalizam mais de mil espécies, sendo os mutuns, inhambus, araras, papagaios, periquitos e tucanos os mais representativos.
Crédito: © iStockphoto/leopardhead
As aves representam o grupo mais bem estudado da Amazônia

Os mamíferos também são abundantes na Amazônia. Atualmente, estão registradas 311 espécies, porém representadas por animais de pequeno porte, como os roedores. Vale a pena destacar que, nos últimos anos, novas espécies de primatas vêm sendo descobertas e que felinos de grande porte, como a onça pintada, são comuns em suas matas.
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Estão registradas 311 espécies de mamíferos na Amazônia

Situação atual – a boa notícia é que, entre 2009 e 2010, a Floresta Amazônica apresentou o seu menor índice de desmatamento desde 1988, quando o monitoramento começou a ser feito. Mas, mesmo assim, a área devastada durante esse período é equivalente à do Distrito Federal, menor unidade da Federação. Esse levantamento, feito por meio do acompanhamento de imagens tomadas a partir de satélites artificiais em órbita do Planeta, é um importante avanço no sentido de descobrir os principais focos de desmatamento e acionar a fiscalização como forma de coibir esse tipo de ação feita de forma ilegal.
O pico do desmatamento ocorreu no ano de 1995, quando aproximadamente 30 mil quilômetros quadrados de Floresta Amazônica foram devastados, seguido dos anos de 2003 e 2004, com 25 mil e 27 mil quilômetros quadrados de mata abatida, respectivamente. A soma da área devastada durante esses três anos equivale ao território da Áustria.