vc sabia que tinha que depositar logo este cheque que sua mãe deu pra natação.. entreguei na semana passada pra vc.. o que tem tanto pra fazer na hora do almoço que não conseguiu depositar o cheque.. vc não toma jeito mesmo, não lembra de nada, não tem responsabilidade mesmo com as coisas..
| Divulgação |
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| Quadro da exposição "História
em Quadrões", de Maurício de Souza. A mostra reúne
quadros que retratam os personagens dos gibis em cenas consagradas pelos
maiores gênios da pintura mundial. |
O Brasil se destaca principalmente na produção de quadrinhos
infantis. Quem não conhece os personagens do Ziraldo ou do Mauricio de
Sousa?
Mauricio de Sousa, pai da Turma da Mônica, criou seu primeiro personagem,
o cachorrinho Bidu, em 1959. Lançou seu primeiro gibi em 1970, quando
a revista da Mônica estreou já com uma tiragem de 200 mil exemplares.
Ela foi seguida, dois anos depois, pela revista Cebolinha e, nos anos
seguintes, pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali,
Pelezinho e outras.
A consolidação de Mauricio veio através do merchandising,
isto é, da utilização de seus personagens em produtos comerciais,
como escovas de dente, camisetas, etc. Mauricio combateu os esquemas estrangeiros
com as mesmas armas. Para garantir a penetração em outros países,
produziu desenhos animados de longa metragem, garantindo o suporte das revistas.
O resultado você pode ver todos os meses nas bancas do país inteiro.
Já Ziraldo criou, em 1960, a primeira revista em quadrinhos brasileira
feita por um só autor: a Turma do Pererê. Os personagens
dessa revista eram um pequeno índio e vários animais que compõem
o universo folclórico brasileiro, tais como a onça, o jabuti,
o tatu, o coelho e a coruja.
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| O Pererê. A HQ do Ziraldo sobre
suas aventuras é o primeiro gibi feito por um só autor no
Brasil, lançado em 1960. |
Ziraldo criou ainda tirinhas para adultos, como The Supermãe e Mineirinho
— o Comequieto. Até o Menino Maluquinho perambulou em tiras em
alguns jornais por ai, e você pode lê-las no site dele, clicando
aqui.
O Brasil também tem grande tradição de cartunistas e chargistas,
como Angeli, criador da Rê Bordosa (muito famosa na década de 80)
e os adolescentes Luke & Tantra. Já o cartunista Glauco é
criador, dentre outros, do Geraldão e da Dona Marta. Em sua maioria,
esses artistas ficaram conhecidos por fazerem parte do mundo da cultura “underground”,
produzindo jornais e revistas de baixa tiragem contendo quadrinhos cômicos
com mensagens políticas. Eles existem até hoje mais eram mais
populares na década de 60 e, principalmente, na de 70, quando combatiam
a ditadura militar. Ziraldo fez parte desse time e muitos cartunistas ficaram
famosos por participarem do histórico jornal O Pasquim, como Henfil
e Jaguar.
História
A história das HQs tupiniquins é sofrida como tudo o que envolve
cultura no Brasil. A primeira HQ brasileira se chamava O Tico-Tico e
surgiu em 1905. Na era Vargas, o jornal Gazeta lançou a Gazeta
Infantil ou Gazetinha, caracterizada pela publicação
de quadrinhos tanto estrangeiros quanto nacionais. Ela deixou de circular em
1950. Das importadas, as principais eram o Gato Félix e o Fantasma.
Em 1939, surgiu a revista Gibi. A rigor, a palavra significava "moleque"
e ficou tão popular entre seus leitores que emprestou seu nome para designar
todos os tipos de HQ no Brasil.
Na década de 40, a editora Brasil-América (EBAL), fundada em
1945 por Adolfo Aizen, intensificou a produção dos “comic
books”. Entre seus títulos, está a Edição
Maravilhosa, quadrinização de romances clássicos brasileiros,
com desenhos de André Le Blanc. Nessa época, destacaram-se as
revistas Gibi Mensal, O Gury, O Lobinho e Globo Juvenil
Mensal.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os quadrinhos se difundiram bastante no Brasil,
em especial a charge. Iniciou-se na época uma grande campanha contra
as HQs no mundo todo, e o Brasil também adotou essa postura negativa,
dificultando a produção das revistas em todo o país.
A partir de outros meios de comunicação, como o rádio,
a TV e até mesmo o circo, começaram a surgir alguns personagens
que reimpulsionaram a venda das HQs no Brasil. Do rádio vieram os personagens
Vingador e o Capitão Atlas, de Péricles do Amaral. O mesmo aconteceu
com Jerônimo, o Herói do Sertão, uma novela de rádio
criada por Moisés Weltman. Da TV, Oscarito e Grande Otelo também
acabaram passando para as tiras dos quadrinhos, assim como as aventuras do caipira
Mazzaropi.
Acervo da Gibiteca
Municipal de Curitiba |
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| Capa da edição rara
da revista Flash Gordon brasileira de junho de 1968. |
A década de 60 foi dominada pelas HQs de terror. Em 1963, o Brasil possuía
37 revistas do gênero. A produção americana foi intensa,
chegando ao país em 1961, com Terror Negro, da editora La Selva.
Surgiram as revistas O Estranho Mundo de Zé do Caixão,
Histórias Caipiras de Assombração, Histórias
que o Povo Conta e Sexta Feira 13. Mas a censura acabou com o gênero
no país, pois, a partir de 1972, passou a exigir a leitura prévia
das revistas.
O Brasil sempre enfrentou a produção de quadrinhos internacionais,
principalmente dos heróis que desembarcaram por aqui na década
de 40, como Batman, Fantasma, Mandrake e Flash Gordon. Depois disso, as grandes
editoras americanas, a Marvel (dona do Homem-Aranha e X-Men) e a DC Comics (Super-Homem
e Batman) acabaram por dominar o mercado nacional de gibis. Recentemente, outro
tipo de HQ também começa a fazer um tremendo sucesso por aqui:
são os mangás, gibis baseados em quadrinhos japoneses com pouco
texto e muita ação. Normalmente, há desenhos animados baseados
nas histórias, como Dragon Ball Z e Transformers.
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