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Durante os primeiros anos de ditadura (1964-1968), os brasileiros ainda tinham
a ilusão de que o regime democrático retornaria, mas, com o tempo,
esta se acabou. A partir de então, vários movimentos de estudantes
e trabalhadores passaram a exigir a volta da democracia. A resposta dos militares
foi direta e objetiva: mais perseguição, mais repressão e
mais violência. O ano de 1968 e o Ato Institucional n.º 5 marcaram
o início de uma opressão ainda mais cruel.
A fase da ditadura brasileira compreendida entre 1968 e 1974 é considerada
a mais dura do regime e perdurou ao longo dos mandatos dos ex-presidentes Costa
e Silva e Garrastazu Médici. A sociedade brasileira só conseguiu
organizar-se de forma mais efetiva e vislumbrar um pouco de liberdade a partir
de 1974, já no período de Ernesto Geisel.
Após 10 anos de regime militar, nos quais os generais presidentes controlaram
com autoritarismo a economia e a política no Brasil — nomeando
governadores e prefeitos de capitais, caçando deputados e senadores,
fechando o Congresso quando este se colocava em posição contrária
aos militares, enfim, mandando e desmandando na política brasileira —,
a cúpula militar deu os primeiros sinais de que uma abertura estava próxima:
era o início do governo Geisel.
A posse do quarto presidente militar, Ernesto Geisel, em 15 de março
de 1974 marca o começo do processo de abertura da ditadura brasileira.
É claro que este não foi muito fácil, pois havia pressões
de todos os lados. Mas, como o próprio general Geisel desejava, a abertura
deveria ser lenta, gradual e segura. De um lado estava a sociedade organizada
em partidos
e associações
e a até a própria Igreja;
de outro, a linha
dura do regime.
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