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Durante a ditadura, milhares de pessoas foram presas por se oporem ao regime,
e outras centenas foram exiladas, ou seja, tiveram de sair do país. Para
defender os interesses dessas pessoas, teve início um movimento chamado
Anistia. Entre os líderes desse movimento, estava a Igreja Católica,
a OAB e o MDB. Também participaram dele o Movimento Feminino pela Anistia,
criado por Terezinha Zerbini em 1974, e o Comitê Brasileiro da Anistia,
liderado pelo senador Teotônio Vilela e o então deputado Roberto
Freire. Esse comitê lançou várias campanhas que buscavam sensibilizar
a sociedade e o governo para a Anistia.
Ainda em 1978, foram revogados vários decretos de banimento de presos
políticos.
Durante o governo Figueiredo, em 28 de agosto de 1979, foi proposta
a Lei da Anistia, que beneficiou todos os que estavam presos ou exilados
desde 1961. Aproximadamente 5 mil exilados puderam retornar ao país.
Essa foi apenas a primeira de uma série de leis que objetivaram acabar
com as injustiças cometidas pela ditadura militar brasileira ao longo
de seus 21 anos.
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