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Entre 31 de março e 1.º de abril de 1964, os militares aplicaram o
Golpe de Estado que tirou do poder o presidente João Goulart (apelidado
de Jango) e deu início a uma longa ditadura que durou 21 longos e cinzentos
anos. Esse golpe foi apoiado por grande parte da imprensa brasileira, pela Igreja
e pela OAB — Ordem dos Advogados do Brasil —, entre outras entidades.
Além dessas organizações, parcelas da sociedade brasileira
que sentiam o “medo do comunismo”, que reinava naquela época,
também o apoiaram. A década de 1960, é bom lembrar, ainda
foi fortemente marcada pelo enfrentamento ideológico da Guerra Fria (socialismo
X capitalismo).
De forma geral, a ditadura foi justificada por seus líderes como a única
maneira de evitar a implantação do comunismo no país, e
a trajetória política de João Goulart era considerada subversiva,
pois Jango tinha sido ministro do Trabalho e mantinha boas relações
com os sindicatos de trabalhadores. Além disso, alegava-se que havia
uma desordem econômica no país. A situação ficou
insustentável quando Jango, durante o famoso comício de 13
de março de 1964 defendeu as reformas de base (educação,
saúde e reforma agrária) e anunciou a estatização
das refinarias de petróleo. Então, bastaram 18 dias para o início
do golpe (31 de março). A direita brasileira tinha decidido: era necessário
chegar ao poder.
O golpe ocorreu no dia 31, e teve início uma verdadeira caçada
a possíveis comunistas, socialistas, sindicalistas e militares que apoiavam
o ex-presidente João Goulart, bem como a todos aqueles que possuíam
ligações com o governo de Jango. Assim que as Forças Armadas
tomaram o poder, puseram em ação a Operação Limpeza,
que tinha como objetivo “limpar” os quartéis e a sociedade
eliminando todos os elementos considerados subversivos e que se posicionassem
contra o regime. Mas a perseguição não se restringiu aos
militares, ampliando-se para outros setores da sociedade, em especial nos grandes
centros do país, como Rio de Janeiro e São Paulo, e também
no Nordeste.
| Conheça alguns dos perseguidos pelo Golpe: |
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| Miguel Arraes |
Celso Furtado |
Francisco Julião |
Paulo Freire |
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