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Geisel, por conta da abertura do regime, enfrentou uma dura oposição
dentro das Forças Armadas, que ficou conhecida como a linha dura
do Exército, que ansiava por mais espaço dentro do governo e a
permanência da repressão, que incluía prisões, julgamentos
sumários e tortura, defendendo a permanência da ditadura.
Esse grupo alegava que a volta da democracia poderia trazer de volta o “perigo
do comunismo”. Mas os historiadores vão além e dizem que
a defesa da ditadura escondia também interesses particulares.
Os linha-duras realizaram diversos atos de violência contra presos políticos
e atentados políticos e procuraram culpar os movimentos de esquerda por
eles. Dentre esses atos, destacaram-se dois: a morte do jornalista Wladimir
Herzog dentro da prisão e o atentado ao RioCentro,
no Rio de Janeiro.
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