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Por César Munhoz
08/03/2007

Sempre que acontece algum crime bárbaro praticado por crianças e adolescentes, volta à tona a discussão sobre a maioridade penal no Brasil. Mas, como sempre, ela nunca se resolve. Com essa observação, não estamos afirmando que é preciso necessariamente mudar as regras atuais, mas que o problema está na falta de atitude do nosso país, que nunca opta por nenhum dos lados: não reduz, nem mantém a maioridade penal, atualmente estabelecida em 18 anos. Simplesmente não toca-se no assunto até que novas tragédias façam a discussão ressurgir.

Mais uma vez, tragédias como a do menino João Hélio, arrastado por 7 quilômetros por ladrões de carro (entre eles, um menor de idade) esfregam a realidade na cara da sociedade brasileira: é cada vez mais comum a tática de adultos se aproveitarem de menores para cometerem crimes bárbaros, pois sabem que esses jovens dificilmente serão punidos.

O portal acha que já é hora de levar a sério essa discussão, sem preconceitos ou pensamentos politicamente corretos. Esse é o momento para se discutir não apenas a possibilidade de redução da maioridade penal, mas também o envolvimento de crianças e adolescentes em crimes cada vez mais violentos. Por isso, nossa equipe convidou especialistas de diversas áreas para darem suas opiniões sobre o assunto.

Veja, a seguir, o que conseguimos descobrir.

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Reduzir ou não?
Mais educação, menos crimes?
“Vamos com calma?”
A educadora Maria Cecília Cury, diretora da escola Crianças & Cia., onde estudava o menino João Hélio,
fala sobre como foi lidar com o trauma causado pela tragédia em sua comunidade escolar.