Livros pelo caminho — transporte público vira instrumento de incentivo à leitura em São Paulo

Por Bianca Krebs
06/12/2010

O hábito da leitura tem reflexos imediatos na sociedade. Apenas quem está capacitado para usar a informação escrita consegue criar uma nação justa, rica e culta. As afirmações estão em um estudo publicado pela União Brasileira dos Escritores, que defende uma política nacional de leitura.

Mas, como se sabe, ler livros não faz parte da rotina da maioria dos brasileiros. Uma pesquisa recente, divulgada pela Fecomércio do Rio de Janeiro, mostrou que 60% da população não leem nem sequer uma obra por ano. Comportamento semelhante aparece em um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco. No levantamento, o Brasil ocupa o 47.º lugar, em um ranking de 52 países, quando o assunto é o número de publicações lidas por uma pessoa durante o ano.

Situação alarmante e que não tem apenas uma causa. Ainda segundo a Unesco, é possível apontar três motivos que contribuem para esse quadro. A maioria das obras (73%) está concentrada nas mãos de apenas 16% da população; os livros são caros (R$ 25,00 em média) e mais de 600 municípios nunca receberam uma biblioteca.

Para especialistas, algumas políticas podem contribuir para diminuir esse abismo. A implantação de bibliotecas equipadas com acervos atualizados e a adequação do preço das publicações ao poder de compra do brasileiro são vistas como medidas que podem ser implementadas por governos e empresas privadas para democratizar a leitura.


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