Leitura nos trilhos

Em grandes metrópoles, como São Paulo, algumas atitudes já vêm sendo tomadas. Com o apoio do Ministério da Cultura, órgãos que gerenciam o transporte público se uniram ao Instituto Brasil Leitor para colocar a leitura no caminho do brasileiro. A implantação de bibliotecas em terminais de ônibus, trens e metrôs mudou a vida cultural de quem se desloca.

“Eu não lia muito antes, comecei a ler depois que montaram a biblioteca na estação de metrô do Tatuapé”, conta a aposentada Iolanda Pereira dos Santos, de 71 anos. Associada desde 2006 ao projeto Embarque na Leitura, ela não fica uma semana sem retirar um livro. “Agora estou lendo um de crônicas. Leio muito rápido, não demoro nem dez dias. Quando termino, volto para buscar outro”.

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Legenda: Bibliotecas são montadas próximas a plataforma de embarque nos metrôs

O programa Embarque na Leitura tem como objetivo estimular o hábito entre os 5,5 milhões de usuários que circulam diariamente pela rede metroferroviária da capital paulista. A primeira biblioteca foi inaugurada em setembro de 2004, na estação Paraíso. Hoje o projeto está em mais quatro pontos: Tatuapé, Luz, Santa Cecília e Brás, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Segundo o chefe do Departamento de Marketing do Metrô, esse projeto faz parte da inclusão social por meio de atividades culturais: “Na visão do metrô, programas como esses são importantes para facilitar o acesso à cultura e combater o analfabetismo funcional”, diz.

Mais de 44 mil pessoas já se tornaram sócias do projeto Embarque na Leitura. No total, já foram feitos mais de 464 mil empréstimos.

“No início do projeto, o principal desafio era provar que o brasileiro gostava de ler e que quando não o fazia era pelo baixo poder aquisitivo. Também era provar que o projeto seria aceito e que as pessoas devolveriam os livros que tinham pegado. Hoje os dados comprovam a importância e a aceitação do programa”, diz o diretor-geral do Instituto Brasil Leitor, William Nacked.

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Legenda: “Embarque na Leitura” na estação Luz em São Paulo

Rosângela Santos que o diga. Sócia da biblioteca da estação Paraíso desde 2005, ela é campeã em empréstimos de livros. Ao todo foram 163. “Estou fazendo carteirinha para poder pegar livros em outras estações, já que li grande parte do acervo do Paraíso. Também já associei minha filha de 4 anos”, conta, orgulhosa.

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