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Mulheres na política brasileira

1822 – A arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil Maria Leopoldina Josefa Carolina assume a regência, na ausência de D. Pedro I, que se encontrava em São Paulo. A imperatriz envia-lhe uma carta, juntamente com outra, de José Bonifácio. Ela exige que D. Pedro proclame a independência do Brasil e, adverte: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece."

* Em 1893, a Nova Zelândia foi o primeiro país a permitir o voto feminino.

1917 – A professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino em 1910, lidera uma passeata que exige a extensão do voto às mulheres.

1928 – Juvenal Lamartine, governador do Rio Grande do Norte, altera a lei eleitoral e dá o direito às mulheres de participar de um pleito. Elas vão às urnas, mas seus votos são anulados. Assim mesmo, é eleita a primeira prefeita do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages/RN.

1932 – Getúlio Vargas promulga o novo Código Eleitoral e garante finalmente o direito de voto às brasileiras.

1933 – Nas eleições para a Assembléia Constituinte, são eleitos 214 deputados e uma única mulher: a paulista Carlota Pereira de Queiroz.

* Em 1974, a Argentina foi o primeiro país a ter uma mulher presidente, Isabel Perón.

1979 – Eunice Michilles, então filiada ao PSD/AM, torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de senadora, por falecimento do titular da vaga.

1988 – O "lobby do batom", liderado por 26 deputadas federais, garante a igualdade de direitos e obrigações entre homens e mulheres na Constituição Federal.

1990 – É eleita a primeira mulher para o cargo de senadora: Júnia Marise, do PDT/MG.

1994 – Roseana Sarney é a primeira mulher eleita governadora de um estado brasileiro: o Maranhão. Consegue reeleger-se em 1998.

1996 – O Congresso Nacional institui o sistema de cotas na Legislação Eleitoral. Ele obriga os partidos a inscrever, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas.

2004 – As eleições para prefeitos e vereadores marcaram um avanço significativo no número de mulheres eleitas. Nos dois cargos, a presença feminina dobrou em relação ao pleito de 1992.

2006 – A participação feminina na esfera política ainda é tímida, apesar de ter sido ampliada. Nesse ano, somente três mulheres foram eleitas para o cargo de governador, e do conjunto de representantes empossados na Câmara Federal, menos de cinqüenta são deputadas. Contudo, quanto ao poder de influência, as mulheres têm se sobressaído. São exemplos dessa tendência: a presença de Ellen Gracie na presidência do Supremo Tribunal Federal, e a alta visibilidade da senadora Heloísa Helena, que permaneceu nos noticiários durante todo o seu mandato (de 1998 a 2006) e foi candidata à presidência do país.


Fonte: IBGETeen
Atualizado em 04/01/07 por César Munhoz