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A pioneira do feminismo brasileiro

A biografia de Nísia Floresta foi editada pela UFRN em 95.

Dionísia Gonçalves Pinto nasceu em 1809, no sítio da família, em Papari/RN, cidade que hoje leva o pseudônimo de sua filha mais ilustre, Nísia Floresta.

Em 1831, ela dá seus primeiros passos como ativista pelos direitos das mulheres, publicando uma série de artigos sobre a condição feminina em jornais de Recife/PE, para onde a família se mudara.

Aos 22 anos, publica seu primeiro livro. Em Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens (1832), defende o direito das mulheres à educação e ao trabalho, numa época em que a maioria das brasileiras era obrigada a ceder à vontade dos maridos.

Inspirado em A Vindication of the Rights of Woman, da inglesa Mary Wollstonecraft, escrito quatro décadas antes, o livro de Nísia Floresta não é uma simples tradução da obra original ou uma mera apropriação de idéias vindas de fora. A autora aponta os maiores preconceitos que sofre a mulher brasileira e identifica suas causas.

Na opinião de Constância Lima Duarte, biógrafa da pioneira do feminismo no Brasil, Nísia floresta "assimila as concepções de Mary e devolve um outro produto, pessoal, em que cada palavra é vivida, em que os conceitos surgem das páginas como algo visceral, extraídos da própria experiência e mediatizadas pelo intelecto".

Depois da publicação do livro, Nísia transfere-se para o Rio Grande do Sul, onde dirige um colégio para meninas. A Guerra dos Farrapos interrompe seus planos de educadora e Nísia Floresta resolve instalar-se no Rio de Janeiro, onde funda o Colégio Brasil e o Colégio Augusto.

No Rio de Janeiro, em 1875, ela continua a manifestar sua inclinação para a luta pelos direitos humanos. Profere conferências em que defende a abolição da escravatura e o regime republicano. Torna-se colaboradora de diversos jornais cariocas, como o Jornal do Comércio, Correio Mercantil e Diário do Rio de Janeiro.

Nísia Floresta faleceu em Rouen, França, aos 75 anos, em 24 de abril de 1885.