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Por Ederson Santos Lima 13/09/2007
Carioca do bairro de Laranjeiras, Oscar Niemeyer
nasceu em 15 de dezembro de 1907 e diplomou-se engenheiro e arquiteto pela Escola
Nacional de Belas Artes em 1934. Na época, a graduação
em Engenharia e Arquitetura era conjunta.
Pouco animado com a remuneração que os escritórios “comuns”
ofereciam aos jovens arquitetos, Niemeyer resolveu, em 1935, procurar Lúcio
Costa com o objetivo de conseguir uma colocação no escritório
do já conhecido arquiteto. Ao receber a negativa do renomado arquiteto,
Niemeyer deixou claro que gostaria de trabalhar com ele nem que fosse de graça.
Gradativamente ele foi ocupando importantes espaços nos projetos realizados
pelo escritório. O dueto com Lúcio Costa perdurou por décadas
e, sem sombra de dúvidas, foi uma das mais ricas parcerias da arte arquitetônica
brasileira.
Em 1936, atuou em seu primeiro projeto: o prédio do Ministério
da Educação e Saúde (MES), um dos marcos históricos
da arquitetura brasileira. Em 1937, realizou seu primeiro projeto individual:
a Obra do Berço, construída na cidade do Rio de Janeiro, na orla
da Lagoa Rodrigo de Freitas, planejada a pedido de uma instituição
de caridade da cidade. A arte de Niemeyer já se mostrava inovadora nessa
obra, pois foi a primeira a utilizar placas para proteção solar
na posição vertical, chamadas de brise-soleil (quebra-sol).
| Foto:
CPDOC/FGV - GC. Foto 494 - 2 |
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Maquete do edifício sede do Ministério da Educação
e Saúde |
Não demorou muito para Niemeyer entrar
em contato com importantes arquitetos da época, como, por exemplo, Le
Corbusier. Em decorrência desse contato, surgiu um dos grandes pilares
da obra do arquiteto: a importância da estética, da beleza da obra.
Em 1943 e 1944, Niemeyer projetou o complexo
da Pampulha, talvez, o mais conhecido símbolo da cidade de Belo Horizonte,
além do Mineirão, é claro.
O projeto da Pampulha já apresentava os traços que definitivamente
marcaram a obra do arquiteto: o uso do concreto armado, as curvas, a dilatação
dos vãos livres, que gradativamente se tornaram mais longos para compensar
as lajes e as colunas cada vez mais finas.
Essa obra o aproximou do então prefeito
de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, que tornou-se Presidente da República
nas eleições de 1955. Quando JK decidiu levar adiante o projeto
de mudança da capital federal para o centro
do país, Niemeyer e Lúcio Costa ganharam destaque
no cenário nacional e internacional, o que era, até então,
inimaginável. Toda essa evidência fez com que surgissem inúmeros
convites para que eles participassem de diversos projetos.
• Veja
uma Linha do tempo sobre a vida do arquiteto.
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