Centro Histórico de Olinda
Em 1535, Duarte Coelho escolheu oito colinas à beira-mar para fundar uma vila.
Os vastos coqueirais e a vista lá do alto certamente contribuíram na hora da escolha.
Nas proximidades dos rios Capibaribe e Beberibe, nasceu Olinda.
O modesto casario multicolorido com fachadas de azulejos, típico da ocupação portuguesa,
contrasta com imponentes igrejas brancas. Do início da colonização, há pelo menos 20
igrejas e conventos barrocos dignos de nota. Entre eles, a Igreja da Sé (1537), a Igreja
de Nossa Senhora da Misericórdia (1540) e o Mosteiro de São Bento (1582).
O apogeu de Olinda ocorreu durante o ciclo da cana-de-açúcar, que a transformou num dos
maiores centros comerciais do Brasil Colonial. Cerca de cem anos após sua fundação, em
1630, o equilíbrio entre a vegetação tropical e as construções coloniais foi abalado pela
invasão holandesa. Incendiada, Olinda cedeu o posto de capital de Pernambuco a Recife.
Reconstruído após o saque holandês, o traçado urbano que liga as colinas está preservado
até hoje.
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