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Ouro Preto
Aventureiros de toda parte convergiram ao vale do Rio Funil. Lá, nas encostas
dos montes Itacorumim e Ouro Preto, instalaram arraiais de mineração e depositaram
a esperança de encontrar ouro. Em 1698, os mineiros fundaram a vila que mais tarde
seria a capital das Minas Gerais. Daquele terreno sinuoso e íngreme, extraíram as
riquezas que espalharam sobrados por aquelas ladeiras. No século XIX, com o esgotamento
dos veios de ouro, sobraram as igrejas e monumentos como testemunhas do antigo esplendor.
Das mãos de Aleijadinho e do mestre Manuel da Costa Ataíde surgiram os ornamentos e
construções da época de ouro da cidade. Influenciados pelo barroco e pelo rococó
europeus, eles e outros artesãos mineiros moldaram algumas das obras mais originais
do patrimônio arquitetônico do continente americano. Entre elas, a obra-prima do
barroco mineiro: a igreja de São Francisco de Assis(foto ao lado).
Da Praça Tiradentes, partem ruas estreitas de paralelepípedos que conduzem os visitantes
por um casario branco, com telhas de barro e janelas de todas as cores. Quem tomar a
direção do museu (foto ao lado) conhecerá uma
das páginas mais gloriosas da história de Ouro Preto: a
Inconfidência Mineira. Em 1789, o enforcamento de Joaquim José da Silva Xavier, o
Tiradentes, pôs um fim trágico ao mais importante movimento pela independência do Brasil.
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