Início
  1. Central de Atualidades
  2. Reportagens
  3. Dia do patrimônio histórico : 17 de agosto
retorna à página anterior


Pantanal Mato-Grossense


O Pantanal Mato-Grossense é a maior planície alagada do planeta, com cerca de 140.000 km2, área superior à do estado de Pernambuco. As temperaturas elevadas, os ciclos anuais de chuva e seca — típicos do clima tropical — e a influência de diversos ecossistemas — Cerrado, Chaco, Amazônia e Mata Atlântica — são fatores que fazem do Pantanal a região com a fauna mais rica das Américas, comparável à da África em densidade de animais.

Já foram catalogadas 262 espécies de peixes, 1.100 de borboletas, 80 de mamíferos e 50 de répteis. O tuiuiú, símbolo do Pantanal, é apenas uma das suas 650 espécies de aves aquáticas, que constituem um dos mais fascinantes santuários de pássaros do mundo. Essa riquíssima biodiversidade depende, sobretudo, do fluxo das águas da Bacia do Rio Paraguai. Os navegadores espanhóis, impressionados com o período de cheias, apelidaram o Pantanal de "Mar de Xaraés".

As chuvas que caem entre outubro e abril fazem os rios transbordarem, inundando os terrenos de baixa declividade. Os peixes se reproduzem e os animais migram para as terras não alagadas. Ao final das chuvas, entre junho e setembro, os rios retornam ao leito, deixando nutrientes que fertilizam o solo e fazem nascer imensas pastagens. Em seguida, as aves constroem enormes ninhos na copa das árvores e procriam antes da maioria das espécies brasileiras.

Escolhido em dezembro de 2000 para fazer parte do Patrimônio Mundial da Unesco, o Pantanal está seriamente ameaçado. O Banco Mundial o considera uma área vulnerável e de prioridade máxima de conservação. Segundo a ONG Ecologia e Ação (Ecoa), sediada em Campo Grande/MS, os fatores que põem em risco a sustentabilidade do Pantanal são os seguintes:

  • Há nítidos sinais de que a pesca industrial e o turismo estão se tornando atividades predatórias, como a diminuição do tamanho e do número de peixes.

  • A modernização da pecuária difunde o uso de pesticidas, introduz variedades de capim, reduzindo a vegetação original, e aumenta a interferência no fluxo das águas com pequenas represas, estradas e drenagens.

  • O projeto de construção da hidrovia Paraná-Paraguai, que ligará Cáceres, no Mato Grosso, a Nueva Palmira, no Uruguai, pretende encurtar o curso do rio e aprofundar seu leito para o tráfego de barcaças. Teme-se que o projeto no principal rio pantaneiro, o Paraguai, drene muita água e provoque secas em outras regiões.


artigo de Ricardo Oriá
Pantanal
Mato-Grossense
Parque Nacional
do Jaú
Ouro Preto
Centro histórico
de Olinda
Ruínas de São Miguel
das Missões
Centro Histórico
de Salvador
Santuário de Bom
Jesus de Matosinhos
Parque Nacional
do Iguaçu
Brasília
Parque Nacional da
Serra da Capivara
Centro Histórico
de São Luís
Centro Histórico
de Diamantina
Mata Atlântica
Reservas da Costa
da Descoberta
Reservas
do Sudeste
veja outras reportagens




Copyright © 1999-2012. Portal Educacional. Todos os Direitos Reservados.

Termos de uso | Quem somos