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Conheça o plano

O PDE é o primeiro plano governamental brasileiro que envolve todos os eixos da Educação, inclusive o Ensino Superior. Apesar de abrangente, ele tem como prioridade a Educação Básica, e é para ela que se dirigem suas principais medidas:

· Nos municípios, aplicar um indicador de qualidade da Educação que leva em consideração o rendimento dos alunos, a taxa de repetência e a evasão escolar. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) tem uma escala de 0 a 10. O PDE estipula que, nos próximos 15 anos, a média brasileira deva subir, da faixa entre 3 e 4 pontos, para a faixa entre 5 e 6 pontos (resultado obtido pelos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE).
· Aumentar investimentos e dar orientações técnicas para as mil cidades que apresentarem as notas mais baixas no Ideb.
· Da mesma forma, aumentar o investimento em municípios que conseguirem elevar seu índice, como forma de incentivo para que a melhoria prossiga.
· Criar uma prova nacional para avaliar a alfabetização de crianças de 6 a 8 anos, o Provinha Brasil (a Prova Brasil só fazia essa análise com crianças a partir de 10 anos).
· Realizar uma Olimpíada de Língua Portuguesa com o objetivo de despertar o interesse dos alunos pela leitura e escrita.
· Propor um piso salarial mínimo de R$ 850,00 para os professores dos ensinos Fundamental e Médio.
· Investir na construção de 400 creches por ano.
· Informatizar e proporcionar acesso à Internet para todas as escolas públicas.
· Fornecer ajuda de custo para que escolas que têm alunos na zona rural adquiram ônibus, microônibus e barcos. O dinheiro (300 milhões de reais) será disponibilizado por meio do BNDES, e a seleção das escolas beneficiadas será feita por pregão eletrônico.
· Levar energia elétrica a todas as escolas a partir de 2009 (1,5% dos alunos estudam em escolas que ainda não têm esse recurso).
· Oferecer graduação a professores que ainda não possuem e formação continuada aos já graduados, por meio do Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB).
· Investir 17,5 milhões de reais para ampliar as bibliotecas de mais de 17 mil escolas de Ensino Médio, incluindo obras literárias. A escolha das obras será feita em um processo que envolve as escolas e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).
· Intensificar a instalação de salas multifuncionais para Educação Especial (incluindo computadores, televisão e DVDs, entre outros materiais didáticos específicos).
· Implantar o Educacenso, novo formato do censo escolar que possibilitará o acesso a informações detalhadas sobre cada escola, professor e aluno. A data do lançamento dos dados no censo foi alterada de 30 de março para 30 de maio, evitando que dados como dupla matrícula e mudança de escola sejam incluídos no banco.
· Dar atendimento de saúde a professores e alunos dentro das escolas, por meio do programa Saúde da Família.
· Fornecer óculos gratuitamente a estudantes com problemas de visão.
· Montar um Guia de Tecnologias Educacionais com base em idéias enviadas por educadores de todo o País, abordando oito áreas:

· ensino/aprendizagem: metodologia e avaliação referentes aos componentes curriculares;
· alfabetização: anos iniciais do Ensino Fundamental;
· ampliação da jornada escolar;
· formação continuada do professor;
· fluxo escolar;
· leitura: promoção e formação de mediadores;
· avaliação institucional;
· gestão educacional.
· Distribuir a todas as escolas uma série de 60 volumes com obras de grandes nomes da Educação de todo o mundo.
· Por meio do programa Mais Educação, realizado pelo Ministério da Educação em parceria com os Ministérios do Esporte, da Cultura e do Desenvolvimento Social, promover atividades esportivas e culturais nas escolas, para que os estudantes passem o maior tempo possível dentro das instituições.

Para ver a relação completa de projetos e os documentos que os instituem e/ou regulam, acesse a área especial que o MEC criou para o PDE em seu portal.

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Veja, a seguir, opiniões de educadores e outros especialistas sobre o plano.

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