Dá para acabar com o preconceito?


Todos temos preconceitos, em maior ou menor grau. Alguns de nós deixam esse sentimento transbordar para as atitudes, machucando as pessoas, discriminando abertamente ou de forma camuflada. Alguns (poucos) conseguem lidar bem com esse sentimento, aceitando e respeitando ao máximo as diferenças dos outros.

O combate ao (próprio) preconceito é uma luta constante, que precisamos travar a cada contato, a cada nova amizade, a cada conversa, a cada decisão. Como vimos nessa reportagem, o preconceito é uma herança milenar da humanidade e, provavelmente, ainda levaremos milênios para conseguir eliminar totalmente este sentimento de nossas mentes e corações (se é que isso é realmente possível).

Foto: Divulgação


Todo mundo pode fazer alguma coisa para ajudar a combater o preconceito. Quem dá o recado é a rapper Atiely Santos, que desde pequena luta para conscientizar as pessoas por meio da sua arte. Sua mais recente iniciativa é o CD virtual Hip Hop mandando fechado em saúde e sexualidade, no qual se junta ao grupo Minas da Rima e chama a atenção da galera para o problema do preconceito contra a mulher. Todas as músicas do CD podem ser baixadas de graça no site oficial do disco.

Acesse e ouça!.

Leis e medidas judiciais podem servir para defender suas vítimas, mas não resolvem o problema na raiz. Então, qual será a saída? Os pesquisadores ouvidos pelo portal concordaram ao afirmar que a educação hoje não tem ajudado muito. Celso Antunes diz que é preciso que haja um esforço intenso e direcionado para o combate ao preconceito na escola, e não de uma educação que é preconceituosa porque se julga capaz de combatê-lo, mas não o faz de verdade. “Se você chega para um professor e pergunta se ele combate o preconceito, ele vai dizer: Óbvio!. Mas como, se ele não leva o assunto com freqüência para a sala de aula e não toma atitudes que reforcem seu discurso?”.

Formiga chama a atenção para a importância de se abordar o assunto com coerência em casa. “Se o pai não toma posição nas tarefas domésticas junto com a mãe e simplesmente chega em casa e pede para a mulher pegar uma cerveja, o filho vai assimilar isso.” Da mesma forma, lembra ele, quem presencia um ato de discriminação na escola, na rua ou na tevê, e não tem espaço em casa para debatê-lo e entendê-lo, tem tudo para adotar o comportamento preconceituoso como certo. “Quem sabe, se isso acontecer, mas somente se isso acontecer, poderemos ver esse mal eliminado em duas ou três gerações,” finaliza Antunes.

 

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Dá pra acabar com o preconceito?