|
Por César Munhoz
28/05/2007
A chegada
Estocolmo, capital da Suécia, 10 de
abril de 2007. Era meia-noite passada quando Railander Pablo Freitas de Souza
chegou ao aeroporto. Ele estava lá para participar do mais importante
evento do mundo relacionado às crianças: o Prêmio das Crianças
do Mundo pelos Direitos da Criança. Do Brasil até a Suécia,
foram quase dois dias de viagem.
Ao sair do aeroporto em Estocolmo... que friiiio!!!!
“Hoje pela manhã nevou em Mariefred”, disse a sueca Rebecca
Gothe, ex-jurada do WCPRC, hoje uma “amiga adulta” que trabalha
como voluntária na organização do prêmio. Ela estava
lá esperando Railander junto com outras garotas e garotos suecos, também
voluntários. Isso não é mais novidade para o Rai. Ele é
jurado do prêmio desde os 11 anos, e é a terceira vez que vai à
Suécia participar dos encontros do júri e das demais solenidades
do prêmio. Mas sempre dá aquele frio na barriga, porque sempre
há algo de novo, alguma surpresa. Este ano, foram muitas. A começar
pelo tempo.
“Ano passado, eu andei nesse lago congelado”,
disse o jurado mirim, apontando para o trecho de água que rodeia o Castelo
de Gripsholms, lugar onde acontece a cerimônia de premiação.
Desta vez, contam os suecos, a primavera chegou duas semanas antes, como resultado
do aquecimento global. O frio, que em anos anteriores teria congelado o lago,
era só frio mesmo, dava para suportar com duas ou três blusas.
O Railander nem sentia muito frio... Aliás, era comum ver nosso amigo
brasileiro andando de chinelo de dedos para lá e para cá.
| Foto: César
Munhoz / Positivo Informática |
 |
| Railander e seu novo amigo
jurado: Rakesh Kumar, da Índia. |
 |
|
Outra novidade importante: este ano, além
de debater sobre os direitos da criança e eleger um dos nomeados (conheça
os nomeados de 2007), Railander e os outros 13 garotos do júri
teriam que escolher uma missão para entregar a Olara Otunnu, o representante
das crianças na ONU. Que responsa, hein? Novas também eram as
amizades de Rakesh Kumar, da Índia, Mary Smart, de Serra Leoa e Hannah
Taylor, do Canadá: os três estrearam no júri este ano. Foi
uma pena a ausência de Ofek Rafaeli, de Israel, que ficou doente e não
pôde ir a Mariefred. Fica para o ano que vem... Mesmo com a ausência
de Ofek, Railander sabia que teria muito o que contar quando chegasse em casa.
Você vai acompanhar um pouco dessa aventura, conhecer melhor a importância
do prêmio — que já está em sua 8.a edição
— e ver como o Railander tira de letra essa responsabilidade.
|