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Você abriria a porta para um estranho?


Impedir o acesso dos pequenos ao infinito mundo de conexões da Internet é o mesmo que querer segurar uma represa com uma só mão. Agora, cuidar para que eles não se machuquem nesse processo de conhecimento não só é possível como necessário. As dicas são de quem entende do assunto: Rodrigo Nejm, psicólogo e diretor de prevenção da ONG Safernet Brasil, organização sem fins lucrativos que discute os graves problemas relacionados ao uso indevido da Internet. “Você deixaria o seu filho sozinho no meio do centro da cidade? Ou permitiria que ele saísse de carro com uma pessoa desconhecida? Esse mesmo cuidado que um pai tem com as crianças e os adolescentes em qualquer espaço público, ele deve ter em relação à Internet”.

Crédito:(c) iStockphoto/ Monkeybusiness Images

O mesmo cuidado que os pais têm com os filhos em qualquer espaço público, devem ter em relação à Internet” - Rodrigo Nejm.

Claro, sem usar de autoritarismo, afirma o psicólogo. “Proibir não resolve. O mais importante é construir uma relação de confiança. Da mesma forma como os ensinamos a irem à escola sozinhos e a não conversar com estranhos, assim devemos apresentar os passos para que eles naveguem na rede com responsabilidade”. Porque, apesar de os jovens entenderem tudo de computador, há muito que eles ainda precisam aprender. “Ética, cidadania e responsabilidade, por exemplo. Os adolescentes superconectados entendem da parte técnica, mas apenas os pais dominam a educação para a vida”, explica Rodrigo Nejm. “O desafio é manter a proteção sem ferir a privacidade do jovem”.