Oba! Tragédia! Bora tuitar!


“Lady Gaga morreu. Sério? Não sei, acabei de ler. Onde? Aí. Será que a galera tá sabendo? Conta lá. Olha, fotos do corpo! Será que é mesmo? Não sei, espalha aí.”

Depois disso, tanto faz se ela morreu ou não, já tem milhões de pessoas falando sobre o assunto e vendo fotos de um corpo, que também já não importa mais se é o dela ou não. No Twitter, a informação passa como um furacão: ninguém sabe de onde veio, faz um baita estrago e depois fica todo mundo perdido vendo cadáver de boato. Mas, se ao mesmo tempo em que está aí para disseminar todo tipo de boato inútil, também serve para chamar a atenção da comunidade global para temas como violência doméstica e prevenção à Aids. Usuários conscientes fazem isso usando distintivos (badges) no avatar ou então tuitando palavras-chave na tentativa de levá-las aos trending topics, uma espécie de ranking de popularidade de assuntos no Twitter — que a imprensa internacional já utiliza como referência para definir a pauta dos grandes jornais.