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Anhembi inaugura suas novas instalações para os 450 Anos de São Paulo

O Parque Anhembi, Zona Norte de São Paulo, é composto por três espaços distintos: o Pavilhão de Exposições, o Palácio das Convenções e o Pólo Cultural e Esportivo Grande Otelo, também conhecido como Sambódromo, onde acontece o desfile das escolas de samba da cidade durante o carnaval.

O Palácio das Convenções é utilizado para exposições de arte — shows, apresentações, exposições de quadros e esculturas, danças, entre outros — e para encontros de negócios e palestras educacionais.

Ele passou por reformas recentemente e ficou com um design mais moderno, instalações mais confortáveis e novas comodidades eletrônicas. Só por esses quesitos, o Palácio das Convenções já pode ser considerado arte.

A construção foi inaugurada em 1972 e compreende cinco grandes auditórios, quatro salas e cinco halls, que somam uma área total de 1.800 m2. Há ainda uma laje superior com uma linda vista panorâmica da cidade.

O espaço mais conhecido do Parque Anhembi é o Pavilhão de Exposições. É a maior área contínua e coberta destinada a eventos de toda a América Latina, o que levou o pavilhão a constar no Guiness Book — é o único no gênero com essa característica estrutural — uma cobertura de treliça em alumínio, erguida de uma só vez desde o chão.

Realizado há quase quatro décadas, o Salão do Automóvel é uma das maiores feiras que ocorrem no Anhembi e dispensa apresentações: reina absoluto como um dos cinco maiores eventos do gênero no mundo, desde a década de 1960. Trazendo sempre o que há de mais avançado tecnologicamente na indústria automobilística, reúne as maiores e melhores montadoras junto ao público, que chega a quase 500 mil pessoas.

Pólo Cultural e Esportivo Grande Otelo ou Sambódromo

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, é o espaço para os grandes eventos ao ar livre da cidade. Também conhecido como Sambódromo, abriga a maior festa popular paulistana, o carnaval. Com grande flexibilidade de uso, acomoda, além dos desfiles de carnaval, shows de médio e grande porte.

No carnaval 2004, 120 mil pessoas passaram pelo sambódromo nos quatro dias de festa. Uma semana antes dos desfiles começarem, foram montados os camarotes e as tendas que serviram de suporte para as escolas de samba, polícia militar, guarda civil metropolitana e outros.

O carnaval 2004

A Mocidade Alegre foi a grande campeã do carnaval dos 450 anos de São Paulo. Usando como tema a imigração para a capital, a escola do bairro do Limão foi a única a conseguir nota máxima na soma de todos os quesitos, chegando a 200 pontos.

As escolas Unidos do Peruche e Gaviões da Fiel — bicampeã do carnaval paulistano que teve problemas com o último carro alegórico e perdeu oito pontos por causa de atraso na avenida — ficaram nas duas últimas posições do grupo especial de São Paulo e foram rebaixadas.

No grupo de acesso, a grande campeã foi a Mancha Verde. A Tom Maior, escola do bairro da Vila Madalena, ficou em segundo lugar. As duas vão desfilar no grupo especial no próximo ano.

Por dentro de uma escola de samba

Aparentemente, as escolas se resumem apenas ao que apresetam na avenida, mas, o que muitos não sabem é como elas, que fazem bonito no sambódromo, são por dentro.

Primeiramente, o que conta é como se divide a diretoria: começa-se pelo presidente, vice-presidente, carnavalesco, diretores de alas, figurinistas, tesoureiros e assim vai, além dos próprios integrantes.

Para as entidades poderem participar do carnaval de São Paulo, como em todo grande evento, é necessário seguir regras que são ditadas pelos componentes da liga; quem falhar em alguma delas, fica sujeito a penalidades. A concentração das escolas acontece 30 minutos antes do horário de desfile. Cada escola deverá desfilar com, no máximo, quatro carros alegóricos. Aquela que se atrasa antes ou durante o desfile, será multada no prêmio em dinheiro ou tem os pontos diminuídos.

As escolas de samba vão muito além da dedicação apenas ao carnaval ou às alegorias, que levam o ano todo para serem montadas e elaboradas. Muitas têm, paralelamente, projetos sociais, como é o caso da Vila Maria. Um dos projetos dessa escola chama-se Objetivos e tem como meta levar o conhecimento acadêmico à comunidade, mostrando aos cidadãos seus direitos e deveres. Outro, nomeado Saúde, tem como objetivo atender a comunidade de forma direta, com estrutura física e acompanhamento profissional no local ou indiretamente.

A Rosas de Ouro também tem tradição nesse ramo. A sede do projeto fica na Freguesia do Ó, região muito populosa e carente de lazer e cultura, entre outras coisas, em São Paulo. Em 1995, desenvolveu o projeto Samba se Aprende na Escola. O ponto de partida foi a própria escola de samba, pois se percebia a necessidade de estender sua atuação ajudando de alguma forma as crianças e adolescentes carentes de oportunidades. No início, a proposta era de cursos relacionados às atividades da escola; hoje, por causa da situação precária das famílias desses jovens, tornou-se necessária a criação de um programa social mais abrangente e extensivo às famílias destes, e um trabalho social direcionado só para a terceira idade. As pessoas são atendidas diariamente na quadra da escola, onde se prestam diversos serviços, como a distribuição de cestas básicas e o programa Viva Leite.

Não podemos deixar de falar dos barracões e das quadras, que são o coração de cada escola. Sem eles, não haveria ensaios, diretoria, shows — sendo esses a maior fonte de renda — e, enfim, uma sede. Praticamente todas as escolas em São Paulo são derivadas de um bairro ou uma zona da cidade. A quadra, sem dúvida, representa todo o desenvolvimento da escola, pois é nela que ocorrem os ensaios, para que na avenida se faça igualzinho ao que foi aperfeiçoado durante o ano todo. Já no barracão é onde ficam os integrantes da diretoria e os carros alegóricos; ele é o berço das fantasias. Geralmente, esses dois importantes componentes, barracão e quadra, são ligados entre si.

A organização das escolas de samba se apresenta em apenas um dia de desfile. Por isso, tudo o que vemos na avenida é resultado de uma série de esforços de pessoas da comunidade e diretores para que o feriado de carnaval seja mais colorido e bonito. Como se diz: “atrás de um grande homem, sempre há uma grande mulher”, ou seja, atrás de um bom desfile, sempre há uma grande escola.

As campeãs do carnaval de São Paulo entre 1965 e 2004:

1965 — Nenê Vila Matilde e Unidos do Peruche
1966 — Unidos do Peruche
1967 — Unidos do Peruche
1968 — Nenê Vila Matilde
1969 — Nenê Vila Matilde
1970 — Nenê Vila Matilde
1971 — Mocidade Alegre
1972 — Mocidade Alegre
1973 — Mocidade Alegre
1974 — Camisa Verde e Branco
1975 — Camisa Verde e Branco
1976 — Camisa Verde e Branco
1977 — Camisa Verde e Branco
1978 — Vai-Vai
1979 — Camisa Verde e Branco
1980 — Mocidade Alegre
1981 — Vai-Vai
1982 — Vai-Vai
1983 — Rosas de Ouro
1984 — Rosas de Ouro
1985 — Nenê Vila Matilde
1986 — Vai-Vai
1987 — Vai-Vai
1988 — Vai-Vai
1989 — Camisa Verde e Branco
1990 — Camisa Verde e Branco e Rosas de Ouro
1991 — Camisa Verde e Branco e Rosas de Ouro
1992 — Rosas de Ouro
1993 — Camisa Verde e Branco e Vai-Vai
1994 — Rosas de Ouro
1995 — Gaviões da Fiel
1996 — Vai-Vai
1997 — X-9 Paulistana
1998 — Vai-Vai
1999 — Gaviões da Fiel e Vai-Vai
2000 — Vai-Vai e X-9 Paulistana
2001 — Vai-Vai e Nenê Vila Matilde
2002 — Gaviões da Fiel
2003 — Gaviões da Fiel
2004 — Mocidade Alegre

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