Alunos conhecem
o parque e fazem histórico do mais famoso autódromo
do país: Interlagos.
No
final da década de 1940, o empresário
Baby Pignatari convidou o arquiteto paisagista Roberto
Burle Marx para idealizar e realizar os jardins de
sua casa, que havia sido projetada por Oscar Niemayer.
O produto desse trabalho é o atual conjunto
artístico e paisagístico do Parque Burle
Marx, composto por uma escultura painel de alto e
baixo relevo, jardins específicos, o pergolado
e o xadrez, espelhos d’água e uma composição
de 15 palmeiras imperiais. A obra data de 1950 e passou
por uma restauração, realizada pelo
próprio Burle Marx em 1991.
Com
uma área de 138.000 m2, o parque
tem sua entrada pela Av. Dona Helena Pereira de Morais,
n.º 200, via que tem início na marginal
do Rio Pinheiros, na zona sul da cidade. Sua vegetação
é constituída, de um lado, por capoeiras
e espécies nativas da Mata Atlântica
e, por outro, de um reflorestamento de eucaliptos.
A fauna é considerada diversificada, não
existindo ainda estudos detalhados sobre ela. Destacam-se
ainda um lago, uma nascente e as trilhas na mata.
Atividades no Parque Burle Marx
Por
se tratar essencialmente de um parque voltado ao lazer
contemplativo, sua principal finalidade é a
aproximação da população
com a natureza, proporcionando, por meio de suas trilhas
e caminhos, agradáveis passeios entre a vegetação,
constituída de espécies remanescentes
da Mata Atlântica.
O Autódromo de Interlagos
Os
alunos então foram ao Autódromo de Interlagos.
Lá, descobriram várias curiosidades.
O Autódromo de Interlagos foi idealizado e
construído por Louis Romero Sanson em 1938
e inaugurado em 12 de maio de 1940. Seu nome se deve
a sua localização entre as represas
Guarapiranga e Billings.
Somente após 10 anos da inauguração
(1950), o circuito recebeu grandes mudanças,
por causa da festa paulistana que aconteceria em 1954,
organizada pelo Comitê de Celebração
do IV Centenário. Depois, infelizmente, caiu
novamente no esquecimento.
Sua reinauguração aconteceu em 20 de
fevereiro de 1970, com uma prova da temporada internacional
de Fórmula Ford, vencida por Emerson Fittipaldi,
que estava em início de carreira.
Em 1971, foram feitas novas obras para melhorar sua
infra-estrutura: guias, sarjetas, galerias para águas
pluviais, alambrados nas áreas dos boxes, túnel
para o acesso ao interior do circuito e um edifício
de quatro andares, que abriga a administração
do autódromo, dependências para cabines
de rádio e televisão e a tribuna de
honra.
Naquele mesmo ano, foi realizada uma prova internacional
de Fórmula 2, que também foi vencida
por Emerson Fittipaldi.
A primeira corrida de Fórmula 1 aconteceu
em 1972, mas apenas para homologação
do circuito, ou seja, como teste, não valendo
pontos para o campeonato. Contou mais uma vez com
a participação de Emerson Fittipaldi.
Esse episódio contribuiu de maneira incrível
para a paixão do brasileiro pelo automobilismo.
Entre os anos de 1973 e 1980, o GP do Brasil de Fórmula
1 foi realizado no autódromo, tendo Emerson
Fittipaldi como vencedor em 1973 e 1974 e José
Carlos Pace em 1975. Os demais GPs foram vencidos
por estrangeiros.
O
autódromo de Interlagos passou a se chamar
Autódromo Municipal José Carlos Pace
em 26 de dezembro de 1985 em homenagem ao piloto brasileiro,
que faleceu em 1977 num acidente de avião.
Durante esses oito anos, foi sede apenas de corridas
regionais (Campeonato Paulista de Automobilismo),
algumas nacionais, com maior destaque para as de Stock
Car, campeonatos de motovelocidade, o brasileiro de
Fórmula Ford e o Campeonato Internacional de
Fórmula 3 Sul-Americana.
Em 1989, a administração Luiza Erundina
e o presidente da Confederação Brasileira
de Automobilismo, Piero Gancia, não mediram
esforços para trazer o GP do Brasil de F1 novamente
para São Paulo. Com isso, em dezembro do mesmo
ano, deu-se início a uma grande reforma no
autódromo. Foram construídos 23 novos
boxes, nova sala de imprensa, nova torre de cronometragem,
um centro médico, e a pista foi diminuída
de 7.823 para 4.325 m.
A reforma foi necessária porque a Fórmula
1 moderna deixou de comportar circuitos de longa extensão,
pois, como eles acabavam tendo poucas voltas, não
eram atraentes aos transmissores de TV. Alguns trechos
muito velozes também deveriam ser reformados,
e deveriam ser feitas áreas de escape, mas
tudo isso ficou inviável por causa do alto
custo.
O novo traçado eliminou curvas históricas,
como o Sol, a Ferradura e o Sargento. Em contrapartida,
foi criado o “S” de Senna, sugerido pelo
próprio, que passou a ser uma das curvas mais
difíceis da F1, já que tem de ser percorrida
no sentido anti-horário, ao contrário
da maioria das pistas em todo o mundo. Assim, a categoria
mais glamourosa do automobilismo voltou a São
Paulo.
No início do ano 2000, para a realização
do Grande Prêmio do Brasil, houve uma grande
reforma, que atingiu desde os boxes até a troca
total do asfalto do circuito, oferecendo aos pilotos
uma estrutura com total conforto. Com esse novo recapeamento,
o circuito passou a ter 4.309 m.
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