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Polícia Militar

Alunos do Colégio Dante Alighieri explicam como é o trabalho da Polícia Militar, suas funções e áreas de atuação. Confira também as entrevistas que os estudantes fizeram com alguns oficiais.

Começaremos este trabalho dando algumas explicações sobre determinadas áreas da Polícia Militar (o Corpo de Bombeiros e a sede do COPOM,), incluindo entrevistas com oficiais dessas áreas e fotos.

Confira abaixo o que será abordado

Entrevista Exclusiva
Leia uma entrevista exclusiva com um desembargador, que discute a posição da polícia e seu desempenho atual.

Dados estatísticos
Dados estatísticos que a Polícia Militar tem sobre São Paulo (incluindo os da periferia, que não ficam exatamente no município).

Áreas da Polícia Militar
Nome de todas as áreas da polícia militar de São Paulo e suas principais funções (todas elas serão mostradas com ênfase de duas a duas, a cada edição do jornal).

Fotos do corpo de bombeiros
Confira como é a sede dos bombeiros.

Entrevistas
Entrevistas com o major do COPOM e um tenente do Corpo de Bombeiros.

Atendimento à sociedade
Saiba como e em quanto tempo, depois de atenderem uma ligação pelo “190”, os oficiais estariam no lugar da ocorrência.

Informativo
Saiba quais são as áreas da polícia militar e suas principais funções

Centro de Operações da Polícia Militar — Copom
O Copom é o elo entre a população e os meios humanos e materiais disponibilizados pela corporação para o atendimento das emergências policiais e para a coordenação das atividades de policiamento ostensivo.

Corpo de Bombeiros
Um nobre ideal perdura, basicamente: "Salvar Vidas" (não apenas em casos de incêndio).

Polícia Ambiental
Tem o objetivo de impedir a destruição total das riquezas naturais. Unidades de conservação foram criadas pelo governo paulista, implementadas e controladas pela Secretaria do Meio Ambiente, não apenas para conservar as plantas, animais, microorganismos e paisagens, mas também para resguardar a autenticidade que o planeta possui para que possamos vislumbrar nossas origens e salvaguardar a vida na Terra.

Diretoria Técnico-operacional
A Diretoria Técnico-operacional (DTO) é responsável pela implementação das políticas do Comando Geral, competindo-lhe, entre outras missões, administrar e fiscalizar convênios entre a Polícia Militar e outros órgãos públicos ou privados, desenvolver doutrinas e normatizações de questões técnico-operacional e controlar a fiscalização de veículos junto ao Detran/SP, bem como desenvolver a educação para o trânsito.

Polícia Rodoviária
Executa os serviços de fiscalização, policiamento e controle do trânsito, abrangendo, entre outras, as seguintes atividades: policiamento de semáforos, atendimento de ocorrências de trânsito, policiamento em eventos especiais, solenidades, escoltas em visitas de dignitários, festas populares, competições desportivas em vias públicas, instrução a escolares, escolta de veículos e de condutores.

Grupamento Aéreo
Com a evolução e grande desenvolvimento da cidade de São Paulo, a maior e mais importante metrópole da América do Sul, houve um aumento e um aprimoramento da criminalidade, sendo necessário o emprego da alta tecnologia na tentativa de proporcionar à coletividade paulistana maior segurança; dessa forma, foi incorporado o Grupamento Aéreo à Polícia Militar.

Regimento da Cavalaria "9 de Julho"
Hoje em dia, o Regimento da Cavalaria "9 de Julho" constitui-se em um órgão especial de execução que, subordinado ao Comando de Policiamento de Choque, atua na preservação da ordem pública em todo o território estadual, em operações especiais rurais e urbanas, em controle de tumultos nas atividades de comunicação social e cultural, por meio da banda de clarins, da escola de volteio, do Carrossel, do Centro de Equoterapia, do Desporto Eqüestre e, principalmente, do Policiamento Ostensivo Preventivo Montado.

1.º Batalhão de Polícia de Choque "Tobias Aguiar"
Tem como missão principal o controle de distúrbios civis e contra-guerrilha urbana. Executa um patrulhamento ostensivo motorizado denominado ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), que visa a prevenção e a repressão da criminalidade em apoio aos batalhões de área, saturando de policiamento as regiões de maior índice criminal.

2.º Batalhão de Polícia de Choque
Tem as seguintes missões: controle de distúrbios civis; policiamento em praças desportivas; policiamento em eventos artísticos e culturais, Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas).

3.º Batalhão de Polícia de Choque
O 3.º Batalhão de Polícia de Choque (Batalhão Humaitá), unidade de elite e a mais diversificada Polícia Militar de São Paulo, realiza as seguintes missões secundárias:
1.ª e 2.ª Companhias de Polícia de Choque: policiamento a pé e motorizado, revistas em estabelecimentos prisionais, escolta de valores, desfiles, honras militares e fúnebres.

3.ª Companhia — Canil: Radiopatrulhamento com cães, policiamento de detenção de tóxicos, adestramento e demonstração com cães.

4.ª Companhia — Comando de Operações e Especiais (COE): patrulhamento rural, busca e salvamento em matas, captura de marginais em locais de difícil acesso, operações em montanhas e cavernas, apoio ao excursionismo, escolta de valores de material bélico.

5.ª Companhia — Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate): ocorrências com reféns, ocorrências com bombas, operações em altura.


Educativo

Percurso de uma ligação para o “190”

Como um policial chega a sua casa? Como ele é informado? Em quanto tempo ele chega a sua casa depois da ligação? Essas são perguntas que muitos gostariam de saber, e que explicaremos aqui.
Primeiramente, quando alguém liga para o “190”, a chamada pode ser classificada como trote, informação ou ocorrência, identificando-se de onde esta provém. Na verdade, uma mensagem pode chegar de três formas a um policial: pelo rádio (canal PX — canal mais popular, ou PY — mais "restrito"), pela internet (e-mail) ou ligando-se para o número “190”. Depois, a informação é passada para o Departamento de Despacho de Viaturas, que manda uma mensagem pela torre da polícia do Copom (que fica ao lado da sede), o qual transmite a informação para a viatura mais próxima do local chamado. Isso demora cerca de seis minutos. Todo esse processo está ilustrado nas imagens abaixo.

Estatística
Neste suplemento, há alguns dados estatísticos (de 2003), mas eles mudam a toda hora, pois, segundo mostram as pesquisas, São Paulo cresce cerca de 100 ruas por dia.

Alguns dados do município (censo/2000)
População de São Paulo: 10.434.262
Homens: 4.972.678
Mulheres: 5.161.574
Superfície em km²: 1.525
Número de logradouros: 65.000
Cruzamentos com semáforos: 5.111
Cruzamentos c/ semáforos piscantes: 658
Meios de transporte
Veículos em circulação: 5.100.000
Destaques
Automóveis: 4.684.707
Motocicletas: 363.932
Peruas de lotação credenciadas: 2.700
Peruas de lotação clandestinas: 12.000
Táxis legalizados: 33.000
Táxis não legalizados: 3.500
Habitação (Sehab)
Bairros: 1.875
Cortiços: 23.690
População Estimada: 595.000
Favelas: 1.873
Barracos: 264.213
População Estimada: 1.321.060

Centro de Atendimento do COPOM — local onde as chamadas são recebidas e classificadas como ocorrências, trotes ou informações. (legenda)

Visão frontal do caminhão do Corpo de Bombeiros (Comando Central) — Tenente Higino. (legenda)

Tabela a ser preenchida quando qualquer ligação é atendida; o telefonema com voz é guardado durante 40 dias. (imagem)

Entrevistas

I - Entrevista com o Desembargador Marco Antônio Marques da Silva

O senhor, como magistrado, o que acha da profissão de policial?
Dr. Marco - É uma profissão importante porque zela pela segurança, pela paz e pela tranqüilidade da sociedade, mesmo que custe para eles a própria vida.

O que o senhor mais admira em um policial?
A disposição em ajudar o próximo e o interesse em fazer o bem, não medindo esforços.

O senhor já pensou em seguir carreira policial? Se sim, por que desistiu?
Sim, especialmente no que diz respeito ao corpo de bombeiros; não prossegui nesse intento por ter me interessado mais pela área de Direito.

Qual das áreas da polícia militar mais impressiona o senhor? Por quê?
O corpo de bombeiros, porque se trata de uma corporação de profissionais valorosos, abnegados e que arriscam a própria vida para salvar os outros em qualquer situação. Além dos serviços de resgates e salvamentos, fazem um grande número de socorros anualmente, uma vez que atendem pessoas em situação de urgência, inclusive grávidas na hora do parto.
O que o senhor acha sobre a corrupção que vem acontecendo no meio policial?
A corrupção é um mal que atinge todas as áreas, não só a policial; no entanto, fico muito preocupado com a corrupção na área daqueles que deveriam proteger a sociedade, pois pode gerar um clima ainda maior de insegurança do que o já existente.

O senhor aconselharia alguém a seguir a carreira de policial militar?
De acordo com o interesse profissional da pessoa, a carreira da polícia militar é muito gratificante. Aconselharia a cursar a Academia da Polícia Militar do Barro Branco, curso de nível superior que dá formação cultural, moral e humanística aos militares, criando uma consciência de servir à população de forma correta e digna.

II - Entrevista com o Major PM Vicente Perine Júnior, major da Polícia Militar, comandante do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

Como o senhor definiria sua profissão?
Eu, como oficial da Polícia Militar, tenho alguns deveres dentre os quais a preservação da ordem pública; esse é o meu dever maior. E a minha atual função aqui no Centro de Operações da Polícia Militar é propiciar ao solicitante que está, muitas vezes, desesperado, carecendo de uma informação que vai ser útil para ele, uma resposta rápida para o que necessita.

O que o senhor acha que contribui para melhorar a sociedade?
Para melhorar essa sociedade nós precisamos de educação, emprego e saúde para a população. Quando tivermos esses três pilares mestres bem desenvolvidos em nossa sociedade, a criminalidade fatalmente cairá.

O senhor nota diferença entre os trabalhos de hoje em dia e os de antigamente?
Muito. Antigamente, havia pouca instrução, tanto da população quanto dos policiais. Havia pouca divulgação do trabalho feito, havia até uma certa "imperiosidade" por nossa parte. E isso eu estou falando de 30, 20 anos atrás, que foi a minha época. Hoje em dia, a polícia está muito mudada. Ela procurou acompanhar até o desenvolvimento tecnológico, inclusive das armas e da informação.

O que levou o senhor a seguir a carreira de policial militar?
No meu caso, foi necessidade. Eu tinha um grande sonho em ser engenheiro eletrônico. Daí, meu pai já havia falecido muito cedo, minha família era muito grande: somos sete irmãos. Eu tenho outros irmãos que já eram policiais naquela época. Daí meu irmão mais velho, responsável pela gente, me chamou e falou: "Você pode ser o que você quiser, desde que você trabalhe para chegar lá. Eu indico que você entre para polícia, para depois, futuramente, quando você tiver o seu salário, estiver estabilizado na vida, fazer a sua engenharia eletrônica". Falei que tudo bem. Daí eu entrei para a Academia Militar, me formei...e fui. Fiz curso de Direito, fiz outros cursos, menos engenharia eletrônica [risos].

Que tipo de treinamento, ou especialização, o senhor precisou ter para seguir essa profissão?
Como oficial da polícia, eu fiz Academia em três anos, na minha época. Hoje, são quatro anos. Para chegar a oficial superior, precisei fazer um curso de aperfeiçoamento de oficiais. Mas só que nesse meio são necessários vários cursos de acordo com a área que você atua. Eu trabalhei por dezesseis anos no Batalhão de Choque; nessa fase fiz mais de vinte cursos, entre os quais três no exterior.

Qual foi o trabalho que mais lhe interessou?
Trabalhar no Choque que, no meu caso, em especial, está mais próximo da minha característica. Precisei aperfeiçoar muito as técnicas e as táticas de uso de uma força maior quando a negociação já não tinha mais jeito; quando, em determinada ocorrência, já não dá mais para se conversar, entra a tropa de Choque. Para isso, precisa-se de uma técnica especial; saber, por exemplo, o limite dessa estratégia, e para se entender esse limite, é preciso que se tenha pleno conhecimento de técnica, do emprego de munição química e assim por diante.

O senhor aconselharia alguém a seguir sua profissão?
Apenas se tiver o pendor para essa profissão. A atividade policial é uma profissão difícil. Na policial especificamente, a gente trata com algumas pessoas que sempre vão estar desesperadas, outras que vão estar em perigo ou atingidas. E quando se lida com essas tensões, você não consegue satisfazer todo mundo, por isso é uma profissão difícil.

Do que o senhor mais gosta em sua profissão?
O que eu mais gosto é de salvar vidas. Ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, inúmeras vezes eu tive a chance de resgatar pessoas em cativeiro. Notamos o desespero da pessoa e a gratidão que passa a ter quando ela é resgatada de um cativeiro, quando estava lá, como refém de marginais que, de uma maneira muito injusta, fizeram uma agressão que deixou essa pessoa marcada para o resto da vida. Essa é a maior satisfação da nossa profissão e vida.

III- Entrevista no Comando do Corpo de Bombeiros, com o Tenente Higino, da Polícia Militar.

Como o senhor definiria a sua profissão?
Eu acho que é nobre ser policial militar, mais nobre ainda o Corpo de Bombeiros, porque eu sempre quis ir para os bombeiros; foi com muita luta para que eu conseguisse vir, e é uma profissão com muito retorno, como, por exemplo, as coisas boas que as pessoas me falam, ajudar as pessoas necessitadas; mas entre todos os serviços da Polícia Militar, este é o que mais gratifica, vamos dizer assim, o mais nobre: salvar pessoas, salvar vidas.

O que o senhor acha que contribui para melhorar a sociedade?
O Corpo de Bombeiros, como uma instituição, contribui para melhorar a vida, dando mais segurança para a sociedade na parte de prevenção de incêndio; não é só o atendimento em si, fazemos também a fiscalização dos diversos prédios para evitar acidentes, incêndios, além do próprio serviço de ajudar as pessoas.

O senhor nota diferença entre os trabalhos de hoje em dia e os de antigamente?
É, hoje em dia a gente deve estar atento às mudanças, o mundo nos exige mais com a globalização, é um mundo de informações; hoje o profissional tem de ser mais bem preparado, exige-se muito mais técnica, conhecimento de equipamento; os equipamentos também evoluíram, então, é tudo uma evolução.

Quando e por que quis seguir essa carreira?
É uma pergunta difícil... Quando eu tinha a idade de vocês [mais ou menos 13 anos], eu queria ser bombeiro, aí fui pesquisando possibilidades, e entrei na Academia Militar do Barro Branco com quinze anos. A partir daí, fiquei entusiasmado mais e mais com essa profissão, como o sou até hoje.

Que tipo de treinamento, ou especialização, o senhor precisou para seguir essa profissão?
Como já falei, sou formado pela Academia do Barro Branco, Academia da Polícia Militar; o bombeiro faz parte da Polícia Militar aqui no Estado de São Paulo. Vou deixar bem claro isso, já que em outros Estados o bombeiro é uma organização separada da polícia. Eu fiz mais um ano e meio no curso de especialização para bombeiro. Fora isso, fiz faculdade de Química, pós-graduação em Gestão de Segurança e outros cursos, tudo para melhorar o atendimento à sociedade, à comunidade.

Qual foi o trabalho que mais o interessou? (um trabalho que o senhor já fez, participou...)?
Olha, eu já participei de várias ocorrências... É muito nobre ajudar as pessoas... Mas uma que me chamou muita atenção foi uma que eu atendi há vários anos atrás, na qual conseguimos salvar a vida de uma pessoa que estava numa situação bem difícil. A pessoa depois veio agradecer, e isso me comoveu muito.

O senhor aconselharia alguém a seguir sua profissão?
Eu acho que sim, se a pessoa tiver aquela vontade de ajudar as pessoas, a dedicação de tempo também, porque é uma profissão que exige muito da gente, então, aconselharia sim.

Do que o senhor mais gosta em sua profissão?
Eu já falei bastante das pessoas, sempre ajudar o próximo e construir uma sociedade melhor.

Bibliografia
"Manual da Polícia Militar do Estado de São Paulo 2003/2004"
Fotos por Marco Antonio Marque da Silva
Informações e figuras doadas gentilmente pelo Major Vicente Perini Júnior

 

Trabalho realizado pelas alunas Amanda Zambon Marque da Silva e Beatriz Helena Rodrigues da Silva, da 7.ª série, turma H, do Colégio Dante Alighieri.
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