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Colégio Dante Alighieri

Um passeio por São Paulo

Confira a visita que as alunas do Colégio Dante Alighieri fizeram a alguns pontos turísticos de São Paulo e o que elas descobriram sobre cada um deles.

São Paulo, 450 anos de existência. Mesmo com seus problemas urbanos, tais como violência e desemprego, a cidade mostra que ainda é charmosa e com vários lugares ma-ra-vi-lho-sos!

Nesta edição especial de turismo, vamos fazer uma viagem pelos principais pontos turísticos da cidade de São Paulo e conhecer um pouco mais de cada local visitado.

Estação da Luz: nos trilhos da história paulista

A Estação da Luz foi construída no período entre 1895 e 1900, mas só foi entregue à população em março de 1901.

Construída de frente ao local das duas estações anteriores, a Luz passou a ocupar 7.520 m². O projeto de Charles Henry Driver foi erguido usando materiais vindos da Grã-Bretanha, desde pregos e tijolos até a iluminação de gás intensificado.

Sua construção significou a monumentalização de um espaço altamente utilitário de embarque e desembarque de passageiros, seguindo uma tendência iniciada na Inglaterra. O relógio na torre pairando acima dos campanários das igrejas representava a supremacia do pragmatismo econômico sobre a religiosidade barroca, até então traço dominante da paisagem paulistana.

Catedral da Sé — um presente à comunidade católica de São Paulo

A Igreja da Sé, também chamada Catedral da Sé, teve sua construção iniciada em 1913 e só terminou quatro décadas depois. Essa demora foi conseqüência, sobretudo, da utilização de granito na maior parte das paredes.

É a maior igreja de São Paulo, com 11 m de comprimento, 46 m de largura, torres com 92 m de altura cada, cúpula com altura de 30 m e capacidade para oito mil pessoas. Também possui um dos maiores órgãos em funcionamento da América Latina.

 

 

Avenida Paulista — a mais paulista de todas as avenidas de São Paulo

A Avenida Paulista, inaugurada em 8 de dezembro de 1891, foi projetada pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima, que, junto com mais dois sócios, adquiriram parte da Chácara do Capão, incluindo a área do morro do Caaguaçu. Essa área foi toda loteada, e uma avenida no alto do espigão chamada "Paulista" foi aberta. Foi reservado um grande bosque para ser um parque público, e o paisagista francês Villon encarregou-se de fazer o ajardinamento e a construção de um pavilhão restaurante. Sua grandeza, símbolo da cidade, já estava definida para o futuro. Apedregulhada em 1894, foi beneficiada em 1903 com a colocação de macadame em seu leito, e viria a ser a primeira via pública asfaltada e arborizada de São Paulo. Hoje, a região abriga um dos maiores complexos hospitalares do mundo e o maior centro empresarial financeiro da América Latina. Um pólo de decisões comparado ao da Quinta Avenida de Nova York. Sedes de entidades como Fiesp, Senai, Sesc e Sesi; bancos americanos, europeus e latinos ao lado de agências de bancos nacionais; escritórios de grandes empresas multinacionais e nacionais; consultorias, construtoras, seguradoras, consulados e mesas de operações e câmbio; sedes de ministérios, conselhos regionais de profissões variadas, sindicatos e confederações esportivas; emissoras de radio e TV, agências de publicidade; museus, cinemas e teatros; shoppings e galerias; restaurantes finos, lanchonetes de fast food; livrarias, escolas e faculdades; igrejas; parques e moradias. Ao longo dos 2,8 km da avenida, servidos pelo metrô, 450 mil pessoas circulam pela região diariamente, trabalhando, estudando, negociando, em busca de saúde, lazer ou compras, num ritmo todo peculiar, um pulsar característico da vida paulistana, retratada pelo seu símbolo. Dentre as poucas mansões que restaram na Avenida Paulista, encontra-se a denominada "Casa das Rosas", tombada pelo seu valor histórico.

Instituto Pasteur — a história da saúde no Brasil também se faz aqui

Em 1903, foi fundado em São Paulo o Instituto Pasteur e teve como base o binômio prestação de serviços X pesquisa científica, e a busca da resolução de problemas ligados à saúde pública, em particular a raiva. Na pesquisa científica, a maioria dos projetos vem sendo executada na área aplicada, principalmente visando solucionar problemas atuais ligados à raiva e seu controle na população animal e humana. São objetos de pesquisa a determinação de variantes do vírus da raiva, os mecanismos da resposta imune, a raiva em animais silvestres e domésticos, resposta imune humoral e celular, imunização de primatas, implantação do diagnóstico virológico em cultivo celular, padronização de teste laboratorial para verificação de reações adversas, etc.

Museu de Arte Sacra de São Paulo - Oração, Trabalho e Clausura

O Mosteiro da Luz, também conhecido como Museu de Arte Sacra, foi fundado e construído por Antonio de Sant'Anna Galvão, em 1774, caracterizando-se como o mais importante monumento arquitetônico colonial do século XVIII em São Paulo. O edifício abriga o recolhimento das Irmãs Concepcionistas que, ainda hoje, se dedicam à oração e ao trabalho, vivendo em clausura. As dependências do Museu de Arte Sacra de São Paulo têm o objetivo de divulgar e preservar um dos mais importantes acervos museológicos do patrimônio sacro brasileiro. Tem um conjunto de cerca de quatro mil peças, dentre as quais 800, provenientes das principais igrejas e de capelas do Estado de São Paulo e do Brasil, encontram-se em exposição.

Pinacoteca do Estado — arte para os Paulistas

O prédio ocupado pela Pinacoteca do Estado foi projetado por Ramos de Azevedo em 1897, para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios, instituição que formava técnicos e artesãos para construir as cidades que se enriqueciam com o café. Com paredes de tijolos não revestidos e amplas janelas incorporadas ao referencial urbano, a Pinacoteca passou por uma grande reforma durante o governo Mário Covas, e, hoje, em seus salões restaurados, pátios internos cobertos, telhado recuperado, iluminação específica e adequada, abriga importantes exposições, como as que realizou com as obras de Rodin e de Miró.

O museu tem um perfil muito definido da arte brasileira do século XIX até a contemporânea. Seu acervo tem cerca de 4 mil peças, e é significativo, especialmente para São Paulo, uma vez que reúne trabalhos de artistas paulistas, como Anita Malfatti, Victor Brecheret, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.

Monumento às Bandeiras — a história do Brasil num pedaço de São Paulo

O escultor Victor Brecheret costumava dizer que o Monumento às Bandeiras, instalado na Praça Armando Salles de Oliveira, no Ibirapuera, era a obra de sua autoria com que mais se identificava. "Passei quase 30 anos de minha vida me dedicando a ela", afirmava o artista em entrevistas. A idéia da criação do monumento surgiu em 1921, logo após a Primeira Guerra Mundial.

Em 25 de janeiro de 1953 — durante as comemorações do 399.º aniversário da cidade de São Paulo — a obra foi inaugurada. Com 12 m de altura, 50 de extensão e 15 de largura, representa uma expedição bandeirante subindo um plano, com dois homens a cavalo. Há um grupo formado por índios, negros, portugueses e mamelucos, que puxa a canoa das monções, usada pelos bandeirantes nas expedições pelos rios. As raças podem ser identificadas por detalhes nas estátuas: os portugueses apresentam barbas; as figuras nuas, com uma cruz no pescoço, são os índios catequizados.

Casa das Rosas — uma herança dos antigos casarões no coração de São Paulo

Construída pelo escritório técnico de Ramos de Azevedo, em 1935, de acordo com o ecletismo do início do século, a Casa das Rosas é um dos exemplos que restaram dos casarões da Avenida Paulista.

O casarão possui trinta cômodos, em sua maioria construída com material importado: a entrada da casa é de mármore de Carrara e pedra lioz, italianos, as louças do banheiro são inglesas, as portas de ferro são francesas e o piso do pátio superior é belga. Há também um jardim geométrico, imitando os de Versailles.

Hoje, a Casa das Rosas abriga o que há de mais moderno no que se refere a conceito de museus. Com interatividade do público em exposições e acervo digitalizado, ela quebra as fronteiras entre as artes e a mídia.

 

Reportagem realizada pelas alunas Natasha e Vanessa, da 7.ª série K, do Colégio Dante Alighieri
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