| Alunos da 8.ª
série do Colégio Visconde de Porto Seguro
contam um pouco da história da Catedral da
Sé, um dos principais pontos turísticos
de São Paulo.
A
Catedral da Sé é freqüentada por
pessoas de todos os tipos, lugares e idades. Principalmente
aos domingos, centenas de pessoas, oriundas de diversos
lugares, vêm a São Paulo reencontrar
seus parentes e amigos na praça localizada
em frente à igreja, um ponto de encontro dos
migrantes que ajudaram a construir nossa cidade.
Além disso, a Catedral é um dos lugares
mais visitados de São Paulo, juntamente com
o Pátio do Colégio e a Avenida Paulista.
Ela não é visitada só por paulistas,
mas também por pessoas de todas as partes do
Brasil e turistas de todo o mundo.
Outro aspecto importante dessa igreja é sua
arquitetura, que nos mostra um pouco da história
de São Paulo. A decoração da
Catedral da Sé é uma obra imponente,
rica em detalhes e composta por belíssimas
obras de arte, como vitrais, mosaicos, estátuas
e seu belo altar.
Antigamente, a Sé era freqüentada pela
elite da sociedade paulistana. Naquela época,
pessoas de grande destaque político ou social,
depois de falecerem, eram enterradas no subsolo da
própria igreja. Só como exemplo: foram
guardados os restos mortais do cacique Tibiriçá
e do regente Feijó em túmulos ricamente
decorados.
Uma das peças mais importantes do acervo
da Catedral da Sé é o órgão.
Quem já escutou sabe da beleza que encanta
todos os visitantes. Ele foi construído em
1954 pela indústria italiana Balbiani &
Rossi e possui cinco teclados manuais com 329 comandos,
120 registros e 12 mil tubos, cujas bocas em forma
gótica apresentam relevos entalhados à
mão.
Por toda a história que carrega, a Catedral
da Sé é uma jóia a ser visitada.
O único aspecto decepcionante é a quantidade
de mendigos que ficam nas áreas próximas
à Catedral, que, por sua vez, contribui dando
pequena assistência, distribuindo alimentos
e agasalhos para as pessoas carentes. Atualmente,
a igreja tem sido valorizada e restaurada; afinal,
ela deve ser preservada como o coração
de nossa cidade.
Histórico da Catedral da Sé
A
primeira igreja localizada onde hoje está a
Catedral da Sé foi edificada por volta de 1600,
demolida e reconstruída no ano de 1764 e novamente
demolida em 1911. Foi por iniciativa de Dom Duarte
Leopoldo e Silva, Primeiro Arcebispo de São
Paulo, que começou a construção
da nova Catedral Metropolitana a partir de 1913, com
projeto em granito no estilo neogótico feito
pelo arquiteto Max Hehl.
Em 1954, para festejar o IV Centenário da
Cidade de São Paulo, a catedral foi inaugurada,
embora não estivessem concluídas as
obras, pois ficaram faltando as torres, que posteriormente
foram finalizadas. Por estar localizada no ‘‘Marco
Zero’’ da cidade, a igreja acabou sendo
intitulada como um dos monumentos mais carismáticos
de nossa cidade.
Pelo fato de já terem passado 50 anos de
sua inauguração, ela acabou sendo interditada
em julho de 1999 para passar por reformas emergenciais,
já que chegou a um ponto em que toda a sua
beleza foi sendo escondida por infiltrações
e pichações feitas por grafiteiros em
suas paredes externas, e também pelo fato de
ter sido criado um aglomerado de mendigos em suas
escadarias.
Em outubro de 1999, a Catedral foi parcialmente
reaberta para os freqüentadores do centro da
cidade, mas, mesmo assim, continuou a ser restaurada.
A igreja é considerada o maior templo católico
de São Paulo, com 11 metros de comprimento
e 46 metros de largura, e está em processo
de tombamento pelo Departamento Histórico de
São Paulo. A Catedral e toda as suas transformações
marcam e sempre marcarão a história
da cidade de São Paulo por sua imponência
e localização.
As reforma ainda não acabaram e se pretende
conjugar à Catedral um museu, a exemplo do
que já existe em templos religiosos de outros
países. A idéia é possibilitar
ao visitante acesso a informações sobre
o seu histórico e nossa cultura, além
de uma visão da cidade, e sua beleza interna
e externa, pelas torres vista por fora da Catedral.
Atual atividade
Hoje,
não há nenhum tipo de atividade como
catequese, crisma e comunhão na Catedral da
Sé. Isso acontece porque falta mão-de-obra
para fazer esse trabalho “solidário”.
As únicas atividades atuais são apenas
os cursos de batismo, casamento e a visita monitorada
— um grupo de pessoas é acompanhado por
um monitor, que vai contando a elas a história
da Catedral.
Utilidade Pública
É imensa. Muitas pessoas têm a curiosidade
de ver a igreja depois da sua reforma, até
mesmo as pessoas de diferentes religiões, pois
elas ficam encantadas com a arquitetura da “nova”
Catedral.
A maioria das pessoas estava pela primeira vez na
igreja, entre elas, muitos turistas. Quando fomos
visitar a igreja no dia 13/03/04, encontramos um grupo
da Noruega e perguntamos a eles o que acharam da Catedral.
A resposta foi a seguinte: “Achamos a arquitetura
muito bonita, assim como os mosaicos e as portas da
igreja, por serem detalhadas e muito grandes”.
O que o espaço oferece?
Missas diárias (de segunda a domingo) e atividades
religiosas conforme o calendário (Domingo de
Ramos, Missa dos Santos Óleos, Missa da Ceia
do Senhor, Celebração da Paixão,
Procissão do Senhor Morto, Vigília Pascal,
Domingo da Ressurreição, etc.).
Curiosidades
- A igreja é “sustentada” por
outras paróquias da região. Todas
elas colaboram com uma quantia em dinheiro, e essa
verba é entregue posteriormente ao Arcebispo
Dom Cláudio Hummes, que ajuda na manutenção
da igreja (segundo um funcionário local).
- A Catedral da Sé se tornou ponto de concentração
para manifestações públicas
— como as Diretas Já na década
de 1980 — e enfrentou a degradação
da região.
- Diariamente, de 3 a 4 mil fiéis passam
pela Catedral. A capacidade máxima é
de 5 mil pessoas.
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