Início
   INÍCIO > Reportagens > São Paulo, 450 anos
   início
 minha página
 índice
 
Leia as reportagens enviadas pelas escolas
 
Veja também
Colégio Dante Alighieri
A cidade das diversidades
  Polícia Militar
  Turismo
  Frotas Aéreas
 
Colégio Visconde de Porto Seguro
  Sons de São Paulo
O mapa histórico de São Paulo
 

Colégio Visconde de Porto Seguro

Teatro Municipal: 92 anos de cultura e entretenimento.

Conhecido como um dos principais centros culturais de São Paulo, o Teatro Municipal foi inaugurado há 92 anos. Nesse período, inúmeros espetáculos aconteceram e emocionaram o público que por lá passou. Saiba mais sobre a história do teatro e suas curiosidades, pelos alunos do Colégio Visconde de Porto Seguro.

O Teatro Municipal de São Paulo foi inaugurado em 12 de setembro de 1911, com a ópera Hamlet, de Ambrósio Thomas, dando início a um novo estágio na vida cultural paulistana. Sua construção, a cargo do escritório de Francisco Ramos de Azevedo, contou com a colaboração dos arquitetos italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi. A equipe, que durante nove anos consecutivos dedicou-se ao projeto e ao gerenciamento das obras, estabeleceu contato junto às principais empresas do mundo, importando diversos elementos decorativos ainda hoje presentes em sua arquitetura.

Com a inauguração de seu teatro, São Paulo passou a receber as grandes companhias de ópera e teatro européias que passavam pelo Brasil em suas turnês latino-americanas. Onze anos após sua inauguração, ele sediou um dos mais importantes movimentos artísticos do século, a Semana de Arte, em 1922. De 11 a 18 de fevereiro, passaram pelo Teatro Municipal importantes nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Tarsila do Amaral, Anita Malfati, Guiomar Novaes, Villa-Lobos, entre outros. O público e a crítica dividiram opiniões, mas hoje é unânime a importância da Semana de 22 na formação da identidade cultural brasileira.

Como pólo cultural, o Teatro Municipal sempre esteve muito presente na vida da cidade. Seu bar, com mesas na calçada, era muito freqüentado e seus salões foram usados para bailes de carnaval até início dos anos 50.

Em 1951, o teatro sofreu radical modernização, coordenada pelo arquiteto Tito Raucht. Novos pavimentos foram criados na área dos camarins, ampliando sua capacidade de acomodação. Na sala de espetáculos suprimiram-se os camarotes, apenas 11 foram mantidos. Toda a área restante foi transformada em balcões. Os camarotes originais de autoridades — prefeito e governador — foram transferidos do proscênio, dando lugar à instalação do órgão Tamburini.

Em 1981, o Municipal foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico, e em 1986, ano em que completou 75 anos, passou por ampla reforma, sob a responsabilidade do Patrimônio Histórico do Município, que durou até 1991. Sua estrutura foi atualizada, camadas de tinta retiradas, foi realizada uma completa limpeza e restauração dos elementos decorativos internos e externos. Os camarins foram reformados e o palco recebeu modernos equipamentos de luz e som. O salão dos arcos no porão foi reformado e aberto para visitação.

Em quase dez décadas de existência, o Teatro Municipal sempre abrigou as mais diversas manifestações artísticas, do erudito ao popular, em ópera, dança, música e teatro. Atualmente, sua principal programação é apresentada pelos Corpos Estáveis formados pela Orquestra Sinfônica Municipal, Orquestra Experimental de Repertório, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, Coral Lírico, Coral Paulistano e Balé da Cidade de São Paulo. Os Corpos Estáveis do Teatro Municipal exercem um importante papel na formação de público e também na revelação de novos talentos.

São Paulo é hoje uma das grandes capitais mundiais, com uma enorme oferta de atrações culturais como teatros, cinemas, museus, centros culturais e galerias reconhecidas internacionalmente. Com sua tradição de tantos anos e com a capacidade de manter-se sempre em sintonia com as principais correntes artísticas, o Municipal reflete toda a diversidade e a riqueza cultural da cidade que o abriga.

CURIOSIDADES

Localização:

Morro do Chá.

Início das obras:

5/6/1903

Arquitetos:

Cláudio Rossi e Domiziano Rossi (italianos)

Estilo arquitetônico:

Art noveau

Lugares:

1.550

Inauguração:

12 de setembro de 1911

Técnica construtiva:

concreto e alvenaria de tijolos

Data de construção:

de 1903 a 1911

Projetado em:

1895

Inspiração:

Ópera de Paris
Decoração: Cláudio Rossi

Duas grandes reformas:

a primeira, de 1952 a 1955, a cargo do arquiteto Tito Raucht e a segunda aconteceu entre 1985 e 1988.
Corpos artísticos próprios: Orquestra Sinfônica Municipal, Balé da Cidade de São Paulo, Coral Lírico, Coral Paulistano e o Quarteto de Cordas.

Lustre Principal:

duzentos e sessenta lâmpadas e seis mil peças de cristal, com forro decorado e pintura de Oscar Pereira da Silva.
Anos 20: foi a época em que o teatro passou a ter outros tipos de apresentações além das óperas. Ele passou a ter performances das bailarinas Anna Pavlova e Isadora Duncan. Além disso, abrigou a Semana de Arte Moderna, que teve em seus maiores expoentes Mário e Oswald de Andrade, Villa-Lobos, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral.

Personagens do Teatro Municipal

Vamos mostrar algumas entrevistas com integrantes do corpo de baile, com a assessora de imprensa e com um antigo freqüentador do teatro.

Entrevistas com o Corpo de Baile

Paula Zonzini

Nascida em São Paulo (SP), 23 anos de idade.

Onde você começou a estudar dança?
No Studio Kitty Bodenhein. Sou formada pela Royal Academy of Dancing de Londres.

Alguma outra curiosidade sobre sua carreira de bailarina?
Em 1993 ingressei no Cisne Negro Cia. de Dança, em que permaneci por quatro anos.

Quando entrou para o Balé da Cidade de São Paulo?
Em 1997.

Você já ganhou algum prêmio?
Em 1997, fui premiada Bailarina Revelação pela APCA.

Kênia Genaro

Natural de Ribeirão Preto (SP).

Quando começou a estudar dança?
Iniciei meus estudos de dança no ano de 1974, na Escola Técnica de Artes Carlos Gomes.

Participou de mais algum elenco?
Participei do elenco do Ballet Stegium, entre 1992 a 1998.

Quando entrou para o Balé da Cidade de São Paulo?
Estou aqui desde o ano 2000.

Tiago Menegaz

Natural de Passo Fundo (RS).

Onde iniciou seus estudos?
Iniciei meus estudos no Ballet Studio.

Onde já trabalhou?
Entre 1995 e 1996 integrei o elenco do Balé do Teatro Guaíra.

Quando entrou para o corpo de dança do Balé da Cidade São Paulo?
A partir de 1996 passei a integrar o elenco.

Além de dançar aqui, o que mais você faz?
Leciono dança contemporânea e alongamento. As aulas são baseadas em estudo que venho desenvolvendo ao longo de minha carreira como bailarino.

Aguinaldo Bueno

Você é apenas bailarino?
Não, também sou músico.

Em que companhias já trabalhou?
Trabalhei com as seguintes companhias: Balé Clássico de São Paulo, Ópera Paulista II, Ballet Stagium, Cisne Negro e República da Dança.

Em que peças já trabalhou?
Fui intérprete em trabalhos como “Pulumelo”, de Fausto Fuzer, “Mucho Corazón”, de José Possi Neto, “Ifá”, de Sandro Borelli e “Muito Romântico”, de Suzana Yamauchi e João Maurício.

Recebeu algum prêmio?
Em 1993, recebi o prêmio de Bailarino Revelação pela APCA.

Quando entrou para o elenco do Balé da Cidade de São Paulo?
Faço parte do elenco desde junho de 2000.

Entrevista com Elaine Calux, assessora de imprensa do Teatro Municipal.

Qual é a sua função no Teatro Municipal?
Eu sou assessora de imprensa da Escola Municipal de Bailado. Minha função é divulgar as atividades da escola.

Como funciona a escola?
Ela é atrelada ao Teatro Municipal, mas tem direção própria. No Teatro Municipal existe uma coisa chamada corpos estáveis. São as companhias profissionais que atuam no teatro. Por exemplo, Orquestra Sinfônica Municipal, Coral Lírico Municipal, Coral Paulistano, Quarteto de Cordas e o Balé da Cidade de São Paulo (ex-corpo de baile Municipal). Até 1980, o Corpo de Baile era uma companhia clássica, depois virou uma companhia contemporânea. A diferença é que a companhia clássica dança balé de repertório (como a peça “Romeu e Julieta”) e a contemporânea, o balé moderno. Além disso, nos corpos estáveis nós temos a Orquestra Experimental de Repertório, que é semiprofissional. A Escola de Bailado é diferente. É um corpo estável, mas não é profissional. É uma escola de formação de balé para crianças de 8 a 19 anos e tem sede própria, localizada embaixo do Viaduto do Chá, mas mesmo assim, depende do Teatro Municipal para existir.

Há quanto tempo você trabalha na escola?
Há 12 anos.

A escola tem patrocínio da iniciativa privada ou é bancada pelo governo?
É bancada pelo governo. Quem nos sustenta é a Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo, assim como o Teatro Municipal. Mas o Teatro Municipal tem patrocinadores da iniciativa privada, e a Escola Municipal de Bailado não tem. O que temos, muitas vezes, são doações para os espetáculos.

 

Entrevista com Alberto G. Rocha Azevedo Jr., advogado e freqüentador do Teatro Municipal.

Qual foi a sua impressão antes de entrar no Teatro Municipal?
Fiquei impressionado com a sua imponência e sua bela estrutura.

Como é a arquitetura do local?
É clássica. Foi projetada por Ramos de Azevedo.

Foi bem recebido?
Fui, lá o serviço é muito bom. O local é muito limpo e organizado, o que facilita bastante na entrada e na saída das apresentações.

Pela suas observações, que tipo de pessoas freqüenta o teatro?
Geralmente pessoas bem arrumadas, da elite.

Você continua freqüentando?
Sim, a última apresentação que fui foi a da Orquestra de Cordas do Conservatório Dramático e Música de São Paulo com os cantores do Teatro Lírico de Equipe. Esse espetáculo foi regido pelo maestro Ricardo Rossetto Mielli em março de 2004.

Como está a arquitetura?
Apesar de mudar poucas coisas, ela ainda está maravilhosa.

 

Trabalho elaborado pelos alunos da 8.ª série TA3, do Colégio Visconde de Porto Seguro. Participaram da pesquisa os estudantes Rodrigo, Luciano, Yan, Lucas, José, Ana Carolina, Fernanda, Gabriela, João Ricardo, Marcela, Camila, Eduarda, Gabriel, Laura, Nathalia, Bruno, Ana Helena, Carolina, Catherina, Júlia, Marcela F. e Otávio.
» Veja também como foi a visita que os alunos do Externato Nossa Senhora fizeram ao Teatro Municipal
« voltar



Copyright © 1999-2012. Portal Educacional. Todos os Direitos Reservados.

Termos de uso | Quem somos