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Timor Leste: quatro séculos de colonização,
24 anos de massacres

 entrevista com
 Paulo Markun
 entrevista com
 Marden Machado
 um pouco
 da história
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Uma das praias virgens de Liquiça.
A colonização do Timor remonta ao século XVI, quando a ilha foi dividida em duas partes: Ocidental e Oriental, cabendo a parte leste a Portugal. A ocupação portuguesa durou até 1974, quando a ilha foi abandonada à sua própria sorte, sem qualquer medida que possibilitasse a formação de um governo de transição. Nessa época, havia 3 coalizões que buscavam a independência e uma guerra civil foi deflagrada.

A desordem provocada pela guerra civil serviu de pretexto para que a Indonésia invadisse a ilha em dezembro de 1975. Timor Leste tornou-se a 27ª província da Indonésia, que até então não tivera qualquer ligação histórica com a ilha. A invasão do Timor foi apoiada com dinheiro e armamentos norte-americanos, durante o período em que Henry Kissinger esteve à frente do
O Cristo de Díli, principal cartão-postal do Timor Leste
Ministério das Relações Exteriores. Para recolonizar o Timor, o ditador Suharto enviou famílias da Indonésia, porém a ONU nunca reconheceu a autoridade do país sobre o Timor Leste.

Em 24 anos de ocupação, 200.000 pessoas foram massacradas - ¼ da atual população da ilha. Em 1997, a mobilização pacífica pela autonomia do Timor recebeu o impulso do reconhecimento internacional quando José Ramos-Horta e o bispo Ximenes Bello, líderes do movimento, receberam o Prêmio Nobel da Paz. As negociações diplomáticas culminaram com o acordo firmado entre Portugal, Indonésia e Nações Unidas em 5 de maio de 1999 para a convocação de uma consulta popular sobre a independência do país.