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30 anos de tri


21 de junho de 1970, Cidade do México. Há exatos trinta anos, 107 mil espectadores entraram no estádio Azteca sabendo que seriam testemunhas de um momento histórico. Daquela partida sairia o primeiro tricampeão mundial de futebol. De um lado, o Brasil (campeão em 1958 e 1962); do outro, a Itália (campeã em 1934 e 1938). Quem vencesse aquele jogo levaria definitivamente a Taça Jules Rimet para casa.

A seleção canarinha vinha de uma campanha arrebatadora: cinco jogos, cinco vitórias. Era o terror de qualquer defesa. O time tinha cinco jogadores que vestiam a camisa 10 em seus clubes: Gérson, Rivellino, Pelé, Jairzinho e Tostão.

A seleção italiana não ficava atrás. A semifinal, em que a Itália venceu a Alemanha por 4 a 3 na prorrogação, foi considerada o "jogo do século" pelos mexicanos. Em homenagem a essa partida, existe até hoje uma placa comemorativa no estádio Azteca.

Era a época do futebol-arte. O drible, o lance de efeito, era mais importante que a vitória. Prova disso é que Pelé é mais lembrado que Jairzinho, artilheiro do Brasil nessa Copa, com 7 gols, e primeiro jogador a marcar gols em todas as partidas de uma Copa do Mundo.

Pelé é o autor de lances antológicos como o chute a gol dado detrás da linha de meio-campo no jogo contra a Tchecoslováquia, ou a cabeçada que deu origem à "maior defesa da história", a do goleiro Banks, da seleção inglesa, ou ainda o drible de corpo diante do goleiro uruguaio Mazurkiewicz, seguido do chute que fez a bola sair caprichosamente à direita do gol.

Mas aquela Copa era mesmo do “Rei”. Ele marcou o primeiro gol contra a Itália, de cabeça, e deu o passe para os outros três, marcados por Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres.

Brasil 4 X 1 Itália
Escalação: Félix, Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo, Clodoaldo, Gérson e Pelé Jairzinho, Tostão e Rivellino.
Técnico: Zagallo.





   O Educacional.com.br selecionou outros fatos deliciosos daquele 21 de junho de 1970.
 
Sonho de Dadá Maravilha quase tira Pelé da final

O palpite de Médici e
o juiz mais vaiado da história


Levem as roupas, deixem o bigode

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reportagens anteriores

  A reportagem do Educacional tentou, nos últimos dois dias, entrevistar três dos maiores craques da seleção de 70, Rivellino, Tostão e Jairzinho, além do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo. Gostaríamos de saber se, na opinião deles, a conquista da seleção foi usada durante a ditadura militar como forma de propaganda do regime.

Na impossibilidade de falar com os craques, fazemos a pergunta a vocês:
 
Prova de História da Fuvest - 1997
Questão 38


A vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1970:

não teve qualquer repercussão no campo político, por se tratar de um acontecimento estritamente esportivo;
alentou o trabalho das oposições, que deram destaque à capacidade
do povo brasileiro de realizar grandes proezas;
propiciou uma operação de propaganda do governo Médici, tentando
associar a conquista ao regime autoritário;
favoreceu o projeto de abertura do general Geisel, ao criar um clima de otimismo pelas realizações do governo;
alcançou repercussão muito limitada, pois os meios de comunicação não tinham a eficácia que têm hoje.