1. Central de Atualidades
  2. Reportagens
  3. Basta!!! Chega de violência

Chega de violência

Da palmada ao homicídio, publicamos um dossiê completo, com ênfase na exploração sexual, sobre a violência sofrida por crianças e jovens no Brasil. Você conhecerá pesquisas, especialistas e entidades que denunciam um país que maltrata o seu futuro.

Entre 1994 e 1995, o Unicef — Fundo das Nações Unidas para a Infância — fez um levantamento para traçar o perfil da criança explorada sexualmente no país. Cruzando dados coletados em 22 estados, chegou-se à conclusão de que a vítima costumava ter entre 12 e 16 anos, Ensino Fundamental incompleto e, normalmente, era do interior.

O conceito de exploração sexual inclui o abuso sexual, as diversas formas de prostituição, o tráfico e venda de pessoas, o turismo sexual e a pornografia infantil. Calcula-se em 500 mil o número de vítimas dessas sórdidas formas de violência.

O Educacional conversou com uma delas, que se encaixa perfeitamente no perfil esboçado pelo Unicef. Ela sofreu abuso sexual aos 13 anos, não pôde terminar os estudos e mora em uma cidadezinha da Região Metropolitana de Curitiba/PR.

Em uma coisa, porém, Maria das Dores (nome fictício), 16, driblou as estatísticas: ela teve a coragem de romper com a lei do silêncio. Metade dos casos de abuso sexual ocorre dentro de casa ou envolve pessoas conhecidas da família. Por vergonha de expor a intimidade e medo de novas ameaças, é comum a vítima não denunciar o abuso que sofreu, tornando impossível a condenação do agressor.

Na entrevista a seguir, você terá idéia de quão delicado é o tema. Maria das Dores se viu obrigada pela família a casar-se com seu agressor. Seu ex-marido é pai de sua filha, Consolação (outro nome fictício), que completa dois anos agora em julho. Em uma conversa dolorosa e cheia de pausas para enxugar as lágrimas, ela contou a violência física e sexual de que foi vítima e o drama para recuperar a guarda da filha. "Vamos ver na justiça o que vai dar", desabafou.


Leia a entrevista



 
 
Página inicial
   
Entrevista com Maria das Dores
 
Leia também
  Um tapinha
que dói
  Números da violência
  Dia para quebrar o silêncio
  Denunciar é a solução
  Casos que foram para na justiça
  Entidades de combate à violência sexual
  Especialistas na área
   
Outras reportagens