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Protagonismo Juvenil: o jovem como solução

Raíssa Rauter

O Brasil conta hoje com 32 milhões de adolescentes e jovens. Segundo a consultoria Kanitz & Associados, somente 7% deles realizam algum tipo de trabalho voluntário. Não é por falta de boa vontade. O Centro de Pesquisa Motivacional aponta que 67% dos jovens abririam mão de duas horas nos fins de semana para ajudar outras pessoas.

Por que então não temos mais jovens voluntários? Na maior parte das vezes, o que emperra o contato com ações voluntárias é simplesmente a falta de informação. Muitos jovens desconhecem as entidades que recrutam voluntários ou não sabem sequer que suas aptidões e as atividades que lhes dão prazer possam ser úteis a alguém.

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Centros de voluntariado em todo o país

Embora a desinformação ainda impere, uma pequena parcela de jovens se sobressai. Não só se tornaram voluntários como também protagonistas juvenis. O que é isso? Protagonista é todo jovem que não apenas se envolveu em algum projeto social, mas é o ator principal de uma iniciativa. Ele participa do planejamento, da execução e da avaliação do trabalho voluntário.

Antonio Carlos
Gomes da Costa

Leia uma entrevista com Elói Marcelo, um dos jovens-símbolo do protagonismo juvenil no país.

"O protagonismo juvenil é um laboratório da educação para a cidadania", afirma Antonio Carlos Gomes da Costa. Educador especialista em adolescência, ele acredita que a atuação do jovem na escola, no bairro ou na sociedade contribui para romper com a mania de ver a juventude como problema.

Em vez de associar o adolescente aos comportamentos de risco - consumo de drogas, violência e prática de sexo sem segurança -, o jovem passa a ser encarado como agente, capaz de fazer suas escolhas, atuar ativamente na área social e assumir responsabilidades.

O educador enumera outra vantagem do protagonismo juvenil. Quando estão à frente dos projetos, os jovens estão menos sujeitos a manipulações. "Os protagonistas não são doutrinados a fazer opções políticas; eles convivem com a realidade e tiram suas próprias conclusões", argumenta Gomes da Costa.



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