1. Central de Atualidades
  2. Reportagens
  3. Voluntariado, muito prazer!
Fotos por Raíssa Rauter


Jovens engajados em ações voluntárias inspiram romance

Segundo a autora, Maria Tereza Maldonado, o objetivo do livro "é contaminar os jovens com o vírus da solidariedade"

 

Redes Solidárias. Editora Saraiva - R$ 10,20

Gabriel era um universitário de classe média como tantos outros. Até o dia em que bateu mais forte a vontade de ajudar a construir uma sociedade menos desigual. Para dar vazão a esse impulso, tornou-se voluntário em uma escola de informática para alunos de classes populares. Lá ele conhece Marcão, o jovem mais atuante nos projetos sociais em sua favela.

São esses os principais personagens de Redes solidárias, último lançamento da psicoterapeuta familiar Maria Tereza Maldonado. Tem o caso da diretora de escola pública que se junta a pais, professores e alunos para desenvolver uma horta comunitária e um ateliê de artes plásticas. E ainda o jovem pichador que se revela artista plástico de mão cheia e passa a embelezar a comunidade com seus murais.

Por tudo isso, essa ficção baseada em fatos reais, mais que narrar o encontro de dois jovens que tinham tudo para jamais esbarrar na vida, é, na verdade, a saga de uma comunidade carente que vê seus sonhos se materializarem, com o auxílio de ações voluntárias. "O livro mostra o poder dos voluntários, a importância dos jovens e as possibilidades de transformação da realidade", resume Maria Tereza.

Segundo a autora, ao transformar idéias criativas em projetos sociais, todos saem ganhando, inclusive os jovens voluntários. Segundo a psicóloga, além de

Maria Tereza Maldonado

"partilhar a alegria de se ver útil" e "elevar a auto-estima", a moçada ganha muita experiência que pode ajudar em sua futura vida profissional. "Eles aprendem estratégias de ação, a captar recursos, a trabalhar em equipe e a desenvolver seus talentos", analisa.

A autora frisa que o trabalho voluntário é capaz de operar mudanças ainda mais profundas na perspectiva de vida de certos jovens. "Numa cultura como a nossa, vemos muitos jovens perdidos. Falta-lhes uma noção mais concreta da sua posição na sociedade, falta um sentido na vida. E, quando se engajam em uma ação voluntária, eles percebem esse sentido", conclui.



ano internacional do voluntariado
direitos e deveres
redes solidárias
protagonismo juvenil

outras reportagens
< volta à principal