As Relações Sociais na Idade Média

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Com o fim do Império Romano Ocidental, a civilização do ocidente conheceu novas formas de organização social, relacionados principalmente com a base econômica. Esta organização é originária dos desdobramentos do declínio de Roma, além de contar com a forte influência da civilização germânica que tomou conta do território europeu a partir do século III.
Durante o processo de queda do Império Romano, houve um . Três fatores colaboraram para este fator: 1) a que fez diminuir a oferta de escravos, os responsáveis pela produção agrícola, fazendo com que as pessoas dos centros urbanos migrassem para o campo; 2) os saques às cidades ocasionados não apenas pelos bárbaros, mas também pelas tropas romanas durante o período de anarquia política vivido entre o século I e II d.C; 3) a administração romana que sobrecarregou a população urbana com , fazendo com que muitos fugissem para o campo. O resultado imediato foi o fortalecimento do campo, com a população arrendando os campos dos proprietários de terras os quais, posteriormente, passaram a cobrar obrigações destes arrendatários, fixando-os à terra. Contribuiu para a ruralização a influência da característica germânica: ao contrário dos romanos, urbanos, eram ruralizados, já habituados ao trabalho no campo. Assim, foi se desenvolvendo na Europa a relação social de .
A servidão, basicamente, é uma relação entre o senhor, que detém a posse da terra, e o servo, que possui o direito de uso dela. Sendo assim, o servo está em condição social inferior ao senhor, pois não é o dono da terra. A terra se tornou a principal fonte de poder econômico e político na Idade Média. Contudo, o servo estava vinculado à terra, ou seja, recebia um lote de terra onde poderia se estabelecer com sua família e tirar o seu sustento, o , e não poderia deixá-la. Este lote era concedido pelo senhor, o qual cobrava diversas obrigações em forma de tributos, que poderiam ser em forma de pagamentos em espécie ou em serviços prestados. Estes serviços seriam realizados na terra de abastecimento exclusivo do senhor – o . Estas obrigações causavam uma relação de dependência entre as duas partes: da mesma forma em que o servo devia pagar pelo uso da terra, o senhor, em troca, garantia a segurança de seu trabalhador, seja quando de uma invasão, seja até em momentos de enfermidade. Desta forma, a servidão era a relação social que garantia a produção e o abastecimento daquela zona rural.
Outra importante relação social, envolvendo apenas os senhores feudais, era a relação de . Esta tem influência das tribos germânicas e está baseada no direito de dominium, ou seja, no poder de um homem sobre o outro. É necessário dizer que uma das características do feudalismo é o poder de um homem sobre a terra. Porém este poder é baseado em outro: aquele que um homem exerce sobre o outro. Assim, o é aquele que se torna “dono” de outro. Esta relação é formada em uma cerimônia – de origem germânica – em que se doa um benefício a outro homem, selando o compromisso com um beijo. Este benefício, origem da palavra feudo, geralmente é associado com terra, mas poderia ser funções como a cobrança de impostos ou o controle de um moinho. O é o recebedor deste feudo, devendo obediência ao seu senhor e proteção em caso de conflito. Estas relações de suserania e vassalagem são as responsáveis pela característica da Idade Média, em que o rei era mais um senhor feudal – o maior suserano de todos.
Por fim, resta analisar a instituição que se insere nas duas relações sociais anteriores: a Igreja. A Igreja foi a única sobrevivente do fim de Roma. Ela manteve sua organização administrativa e as bases da cultura greco-romana. Sendo assim, foi o fator agregador da população, ou seja, uniu a civilização medieval. Seu poder cresceu desde o Império Romano, e com o fim dele conseguiu o ao longo da Idade Média. Sua importância era tão grande, que passou a ser fonte legitimadora de poder político, passando a ter a atenção dos novos reinos germânicos que se formavam na Europa. Clóvis, rei dos Francos, foi um destes reis germânicos que, ao se converter ao cristianismo, aliou-se politicamente com a Igreja. Além de sua importância como centro da cultura da população e de seu poder político, a Igreja também contou com prestígio econômico ao se tornar grande proprietária de terras, rivalizando até com os maiores senhores feudais.
Estas relações sociais medievais ficaram conhecidas na frase de um bispo da época que afirmou existirem os que rezam, os que guerreiam e os que trabalham. Contudo, é preciso destacar que o clero também se ocupava da agricultura e da administração econômica; os senhores feudais cuidavam da justiça, da política e da economia de seu feudo; já os servos sim: estes trabalhavam muito já que sua condição social os impedia de crescer socialmente.